sábado, dezembro 29, 2007

A queimar os últimos cartuchos III


O calendário não poupa ninguém e o tempo voa a uma velocidade estonteante. Quando menos esperamos já as semanas se sobrepuseram aos meses e estes acabam dando lugar aos anos. É normal e bom sinal: andamos entretidos na nossa vida, a fazer por ela e isso não tem nada de mal, bem pelo contrário. A contagem decrescente até ao final do ano leva-nos à reflexão. Muitos gostam de fazer o balanço do ano, pesam os pontos altos e baixos, o que pode ser melhorado, o que não tem (aparentemente) solução e porquê. Uns procuram resolver os assuntos que deixaram pendentes, os bancos atulham-se de pessoas que querem saber a quantas andam, quanto lhes rendeu o ano, que plafon têm disponível para as loucuras da noite 31. A cabeça enche-se de pensamentos quando nos abstraímos de tudo, acho que esta época festiva é das poucas alturas em que nos permitimos parar. Às vezes andamos à deriva, sem rumo, sabemo-lo e deixamos andar. É mais confortável enfiarmos a carapuça até ao umbigo do que arregaçarmos as mãos e mexermos naquilo que não está bem nas nossas vidas. Mas esta altura é diferente. Por superstição ou por outra razão qualquer, ninguém deseja começar um novo ano sem saber muito bem para onde vai ou para onde deseja ir. Este é um passo fundamental, é o princípio de uma mudança que há muito se adiava por falta de coragem ou por comodismo.

Não sou excepção. Também eu já fiz a retrospectiva do meu ano e resumo-o a quatro acontecimentos que marcaram 2007 para mim. Na história da minha vida, na minha cronologia, 2007 é o ano de dois acontecimentos muito maus e dois excelentes. A perda de dois elementos por quem nutria um enorme carinho e a conquista de duas das melhores coisas da minha vida: a minha cara metade e o emprego dos meus sonhos. Se me sinto hoje tão feliz e realizada é em muito graças a estas duas surpresas que trouxeram uma nova cor e um outro sabor aos meus dias. Termino o ano de sorriso rasgado e com o coração cheio de esperança.

2 comentários:

Vamilosi disse...

"O mais importante nesta vida não é saber onde estamos, mas saber para onde vamos."

Goethe

Dobra disse...

Bom ano para si. "Mudei de casa". 2008 vai ser diferente. Há MOMENTOS que têm de se desdobrar :) Tudo de bom.