sábado, junho 07, 2008

Infidelidade


Continuo às voltas e mais voltas com esta questão da infidelidade. Pesquisei uma meia dúzia de tópicos relacionados com o tema na internet, não sei se na esperança de encontrar uma desculpabilização para tão depravada atitude, se de facto existe uma razão que a perdoe, se é normal, enfim, nem sei bem do que ando à procura, mas sei que preciso de alguma coisa com uma máxima urgência. Sou uma tremenda defensora da fidelidade. Acho que existe o direito das pessoas não estarem bem e para isso existe o diálogo que levará o casal à solução que precisam: a separação ou o reencontro. É certo que estas conversas não são fáceis, mas não admito a hipótese da infidelidade e espero nunca vir a aceitar. Por outro lado não sei lidar quando me deparo com um caso deste género. Entre as várias conclusões que encontrei na minha pesquisa saliento três que me marcaram particularmente:
- a sida aumentou 200% em pessoas com mais de 50 anos devido a comportamentos de risco e muitos deles (alguns já idosos) morrem em lares sem condições porque as famílias não os querem. Conheço um caso destes. A esposa (naturalmente) abandonou o marido e ele está de facto a morrer a cada dia que passa, numa enorme solidão. Compreendo-a perfeitamente, eu jamais aceitaria uma situação destas.
- a infidelidade nas mulheres é considerada mais perigosa porque justificam que nos homens as relações são carnais ao contrário, nas mulheres, persiste o mito da necessidade de um sentimento que as envolva (digo mito porque acreditem que conheço muitas que estão-se nas tintas e chegam a preferir homens pelos quais não sentem rigorosamente nada, a estarem com alguém que não lhes seja indiferente pelo medo de se apegarem sentimentalmente).
- os homens procuram outras mulheres quando têm elevados níveis de testosterona.
Não sei o que diga. Não sei o que pense. Não sei o que faça.

1 comentário:

Professorinha disse...

Essa situação é muito complicada. No meu caso eu preferiria saber!... Não sei como reagiria no momento, mas sei que depois te agradeceria... Mas não te posso aconselhar porque nem toda a gente pensa assim...

Beijo