Dança, dança bailarina que os pés escrevem poemas quando te deixas embalar pela música que toca na tua cabeça. Desenhas serpentinas nos teus suaves movimentos. Rasgas sorrisos e despertas invejas de quem queria voar como tu brincar como tu ser livre como tu és livre quando calças as tuas sapatilhas e te deixas levar pela música que toca na tua cabeça.
Ouvi esta música no rádio e não queria acreditar nesta letra. Só se lembram de passar ideias estúpidas. Fez-me lembrar os Morangos com Açucar que vi esta semana. É raro, mas uma vez no ano e sempre nas férias (porque será?) vejo para ficar com noção do que lá se passa. Esta semana uma rapariga raptou o rapaz e queria engravidar dele. Enfim, conhecidos e reconhecidos os problemas de gravidezes na adolescência e sabida a vulnerabilidade destas idades e a intensidade das paixões que vivem (e a dificuldade em medirem as consequências reais daquilo que fazem) dão estes exemplos. Não podia deixar de aqui comentar a minha preocupação. Deixo a música e a letra.
This was never the way I planned Not my intention I got so brave, drink in hand Lost my discretion It's not what, I'm used to Just wanna try you on I'm curious for you Caught my attention
I kissed a girl and I liked it The taste of her cherry chapstick I kissed a girl just to try it I hope my boyfriend don't mind it It felt so wrong It felt so right Don't mean I'm in love tonight I kissed a girl and I liked it I liked it
No, I don't even know your name It doesn't matter Your my experimental game Just human nature It's not what good girls do Not how they should behave My head gets so confused Hard to obey
I kissed a girl and I liked it The taste of her cherry chapstick I kissed a girl just to try it I hope my boyfriend don't mind it It felt so wrong It felt so right Don't mean I'm in love tonight I kissed a girl and I liked it I liked it
Us girls we are so magical Soft skin, red lips, so kissable Hard to resist so touchable Too good to deny it Ain't no big deal, it's innocent
I kissed a girl and I liked it The taste of her cherry chapstick I kissed a girl just to try it I hope my boyfriend don't mind it It felt so wrong It felt so right Don't mean I'm in love tonight I kissed a girl and I liked it I liked it
O dia hoje foi mais uma vez para mim. Dediquei-me às mais femininas acções da depilação à unha pintada até ao desfile por casa de vestido e salto alto. Amanhã é dia de festa.
Há lá imagem mais feliz e mais doce que a de uma criança que descobre o mundo, explora o espaço, interpreta as imagens, cria o que vê e o que sente e se multiplica em ternura e inocência. Nós que vemos, somos invadidos e contagiados por elas. Somos crianças outra vez.
Parece que estou de volta outra vez. Queria ter aqui anunciado a minha ausência para umas férias merecidas. Na verdade foram só uns dias fora, uma ida até terras algarvias. A verdade é que o "nosso" cantinho no Algarve é calmo, mesmo nesta altura de congestionamento. Os dias foram muito bem passados, a praia estava excelente e o coração cheio de coisas boas. A cabeça ficou limpa, sem nada, exactamente como eu queria. Estou de volta e em mim carrego uma paz indescritível. Sim, outro momento de paz. Que bom encontrar-me e reencontrar-me comigo e com a paz com que desejo viver. Estou irremediavelmente feliz.
O post de hoje foi sugerido por dois amigos (e por isso é-lhes dedicado). Neste site temos a possibilidade de escrever uma carta que será guardada pelo site e posteriormente ser-nos-á enviada na data que desejarmos (um ano depois, 2, 3... Enfim, a data limite é 2037). A ideia é de recebermos algo escrito por nós próprios, numa altura em que já nem nos lembravamos que o tinhamos feito e somos surpreendidos por nós próprios, por aquilo que éramos, pelo que fazíamos, tudo dependerá do conteúdo da nossa carta. A experiência parece interessante, apesar de poder acarretar alguns problemas se, por exemplo, formos muito pormenorizados ou entrarmos em detalhes expectativas para o futuro e desejos que, anos(s) mais tarde quando recebemos, percebemos que não se concretizaram causando alguma frustração ou desânimo. Fica a sugestão para quem se quiser aventurar e a divulgação do site que nunca é demais saber o que a Internet tem para nos oferecer: http://www.futureme.org/
As discussões entre pessoas que se amam são das mais dolorosas que há. A razão é simples, as trocas de palavras e argumentos magoam efectivamente muito porque as pessoas são especiais e dizem-nos muito. A mesma conversa da boca de um estranho ser-nos-ia indiferente, dita por este alguém dói, ofende e custa muito a perdoar. Esta é uma situação igualmente complicada de gerir porque há pessoas que tendo consciência disto aproveitam-se para magoarem ainda mais. É eu ter uma pedra na mão e saber que se a atirar à cabeça de uma pessoa com quanta força tenho que de certeza o deixarei muito mal tratado e ainda assim o faço consciente e com intenção. O resultado é naturalmente o pior possível por isso não sei se vale a pena entrar neste tipo de jogo em nada produtivo (bem pelo contrário) e tão desgastante para ambas as partes.
Passamos um ano inteiro a sonhar com o verão. Suspiramos pelos dias quentes, pelas noites que apetecem, pelos gelados de três andares, pelas roupas frescas, por tudo aquilo que só o verão nos consegue trazer. E que bom. É finalmente verão, o último dia do mês de Julho e questionava-me agora como o tempo voa. Dentro de pouco tempo encher-se-ão de livros, cadernos e dicionários as prateleiras das papelarias e dos hipermercados. Há tempos reparei que as lojas já estão cheias de novas colecções de Outono que me causaram um misto de arrepio e de vontade de sair a correr porque a última coisa que me apetece ver neste momento é casacos, mangas compridas e calças de bombazine. Somos de facto um pouco o produto do comércio e das lojas que viciam o tempo e as nossas vidas desta forma. No fim de semana passado as lojas encheram-se de Outono e Inverno, numa altura em que provavelmente metade da população portuguesa ainda nem sequer entrou de férias quanto mais pensar em dias frios e folhas caídas. Tenho pena que nos acelerem o tempo desta forma quando ele naturalmente já nos foge tantas vezes de controlo porque andamos empenhados nas nossas tarefas e só damos conta do tempo que passa quando uma criança que não vemos há algum tempo se aproxima, em conversas de longa data de acontecimentos passados que afinal já lá vão 5 ou 10 anos e não 1 ou 2 como o tempo psicológico nos fazia crer. É a sociedade do amanhã em que estamos porque o ontem já passou e o hoje já foi programado ontem, importa de facto o dia de amanhã que amanhã será somente o dia do dia anterior num carrocel de anos, meses e semanas que faço para que sejam, pelo menos, muito felizes.
Ela sabia-se preparada para o momento que se seguia. Olhava a janela com precisão como que em busca da concentração que precisava. Enquanto se perdia em pensamentos remexia levemente a saia rodada que tinha. Esperava-o. Ele chega em passos breves e mansos, quase sem se fazer notar. Ela sente apenas a respiração que sacode os seus cabelos e de imediato fecha os olhos para apurar todos os outros sentidos e deixar-se levar. Deixar-se sentir. Ele coloca uma mão no seu ombro e outro na sua cintura e lentamente volta-a para si. Nesse momento abrem-se os olhos e começa a música. Já nasceram com a coreografia decorada, só tinham de a deixar fluir. No final, acabada a música e com ela deitada a um palmo do chão, nos braços de quem a tinha atirado para aquela aventura, põe-se fim ao momento com um terno e apaixonado beijo que entregam um ao outro. Ouvem-se as palmas exageradas e entusiastas que brindam aquele enlace e pedem por mais.
Calhou em conversa o "fuma como um cavalo" e esta expressão aguçou-me a curiosidade de pesquisar a sua origem. Encontrei estas que não resisto a postar aqui hoje:
- No tempo da Maria Cachucha - A cachucha era uma dança espanhola a três tempos, em que o dançarino, ao som das castanholas, começava a dança num movimento moderado, que ia acelerando, até terminar num vivo volteio. Esta dança teve uma certa voga em França, quando uma célebre dançarina, Fanny Elssler, a dançou na Ópera de Paris. Em Portugal, a popular cantiga Maria Cachucha (ao som da qual, no séc. XIX, era usual as pessoas do povo dançarem) era uma adaptação da cachucha espanhola, com uma letra bastante gracejadora, zombeteira. - À grande e à francesa -Relativa aos modos luxuosos do general Jean Andoche Junot, auxiliar de Napoleão que chegou a Portugal na primeira invasão francesa, e dos seus acompanhantes, que se passeavam vestidos de gala pela capital. - Coisas do arco da velha - A expressão tem origem no Antigo Testamento; arco-da-velha é o arco-íris, ou arco-celeste, e foi o sinal do pacto que Deus fez com Noé: "Estando o arco nas nuvens, Eu ao vê-lo recordar-Me-ei da aliança eterna concluída entre Deus e todos os seres vivos de toda a espécie que há na terra." (Génesis 9:16) - Memória de elefante - O elefante fixa tudo aquilo que aprende, por isso é uma das principais atracções do circo . - Lágrimas de crocodilo - O crocodilo, quando ingere um alimento, faz forte pressão contra o céu da boca, comprimindo as glândulas lacrimais. Assim, ele chora enquanto devora a vítima. - Fila indiana - Forma de caminhar dos índios da América que, deste modo, tapavam as pegadas dos que iam na frente. - Não entender patavina - Alguns estudiosos dão como explicação o facto de os portugueses terem dificuldade em entender os mercadores e os frades franciscanos patavinos, isto é, originários de Pádua (italiano Padova, latim, Patavium). Mas não encontrei aquela que procurava...
Estive uns dias em silêncio por estas bandas. Uns dias sem computador ou Internet, desligada destes mundos. Também faz falta. Volto com a pele ligeiramente mais amorenada, com o coração cheio de amor e com um grande sorriso nos lábios. Sinto sossego, sinto calma e paz. É óptimo sentir-me assim tranquila. Limpar a alma e enchê-la de tudo o que importa. Refrescar a cabeça e encher os pulmões, suspirar de felicidade. Estes são, de certeza, os momentos da vida que realmente valem a pena. Os momentos da minha vida.
Terminado o ano lectivo é tempo de ser chamada à escola para tomar conhecimento da minha primeira avaliação enquanto professora. Pois bem, chegada à sala do conselho executivo para a dita reunião tomo conhecimento que, segundo os parâmetros estabelecidos, a minha avaliação é de.... Excelente! - Ena pah, melhor impossível, consegui o máximo, que sorte, que maravilha, que bom (e sinónimos afins) - penso para mim. - Pois é minha querida - adianta-se a xô presidenta - mas como estas coisas são por quotas, o máximo que te podemos dar é bom de avaliação final porque vamos guardar as melhores notas para os professores efectivos, uma vez que és contratada e nunca sabes onde vais parar, não vale a pena dar-te mais do que bom porque é o mínimo para progredires na carreira. Vês, assim não sais prejudicada. Palavras para quê....
No dia dos meus anos lembro as festas de miúda, as brincadeiras de quarto escuro, as bochechas coradas do calor, os sumos que se bebiam e tinham outro sabor, as caras ainda jovens, a minha ainda infantil. Estava meses a pensar e preparar aquele dia. Hoje o dia acontece como há uns anos atrás, praticamente com as mesmas caras, mas mais marcadas pelo tempo que teima em correr ao invés de apenas passar. Continuo a reunir aqueles que importam, faço questão de estejam comigo e continuem a partilhar comigo esta data. O dia dos meus anos é e sempre foi um dia feliz, muito feliz. Hoje é um dia feliz, muito feliz.