terça-feira, maio 06, 2008
segunda-feira, maio 05, 2008
Sonhar

Muitos marcados e magoados pela vida questionarão se vale a pena sonhar. A desilusão por que já passaram impede-os de construir castelos no ar porque sabem que ventos inesperados farão cair por terra os sonhos que construiram. Sonha-se com um emprego ideal, com um salário razoável, um carro potente, uma casa vistosa, um melhor amigo sempre presente que não cobra e não julga, um companheiro/a que nos complete e seja eterno. Um amor que seja eterno. Uma relação eternamente feliz. Sonhar faz com que nos sintamos vivos. O sonho move o homem na concretização dos seus objectivos, é no sonho que carrega forças e energias que o impedem de desistir. É na realidade da impossibilidade de atingir estes sonhos que se reavaliam os critérios, as premissas e as exigências e nos tornamos mais flexíveis, mais conformistas, na verdade, mais realistas. Contudo, é no sonho que tudo começa e esse ninguém nos tira. Mesmo nunca o alcançando ele vive dentro de nós, é um motor que não devemos deixar ir a baixo.
domingo, maio 04, 2008
Maternidade


Em dia que se diz da mãe deixo um episódio curioso. Uma colega de escola sempre disse que planeava ter cinco filhos. Tinha tudo programado: pretendia deixar de trabalhar porque o marido felizmente tem um bom ordenado, capaz de sustentar uma família numerosa. Casaram e são, tanto quanto sei, um casal muito feliz. Há tempo encontrei-a e uma vez que já passa dos trinta anos e já está casada há algum tempo a conversa da descendência foi inevitável. Ela olhou-me muito séria e disse:- Eu gostava, mas cada vez que penso em tudo aquilo que tenho de abdicar para ter um filho, questiono se valerá a pena. - Não esperava esta resposta depois de tantos planos e planos ambiciosos. Eu acho que vale sempre e vale muito a pena.
quinta-feira, maio 01, 2008
quarta-feira, abril 30, 2008
terça-feira, abril 29, 2008
Mãos II

Mãos que denunciam a idade, que não aceitam plásticas e incapazes de disfarçar o tempo que já passou. Cicatrizes que contam histórias de momentos vividos, de tempos que já lá vão. Mãos com linhas definidas para muitos reveladoras de destinos, para tantos apenas mais uma marca do tempo que as teima em vincar. Mãos secas pelo tempo que as atacou sem dó nem piedade. Mãos que se orgulham de por onde já passaram, do que ajudaram a crescer e do que fizeram. Mãos que não se cansam de amar. Passem os anos que passarem a vontade de se abraçarem permanece como há setenta anos atrás. Tudo mudou, menos isto.
segunda-feira, abril 28, 2008
Mãos
Mãos que mexem, experimentam e exploram. Mãos que percorrem livros, escrevem versos e sentem texturas. Mãos que limpam, arrumam e lavam. Mãos que agarram, abraçam e acariciam. Mãos que se tratam, que se cuidam e se hidratam. Mãos que aplaudem, escondem a vergonha e castigam. Mãos que se multiplicam em gestos, que comunicam e que dão a entender. Mãos que seguram, que suportam e atiram. Mãos que falam por si porque as mãos não têm mãos a medir.domingo, abril 27, 2008
Primeiro dia de praia

O sol estava quente e apetecia. As notícias mostravam as praias cheias de gente deserta de sentir o calor na pele e banhar os pés no mar. Foi hoje o meu primeiro dia de praia. Por um lado a cabeça estranhava ainda estar em Abril e já de bikini vestido, por outro os factos não permitiam argumentos e a verdade é que se estava muito bem de toalha estendida. O sol tem este poder de nos redobrar energias e regar de boa disposição. Cheira a Primavera, mas já sabe a Verão. Começo uma nova semana (igualmente reduzida) com uma cara nova e um sorriso reforçado. Comecei muito bem esta época balnear.
sábado, abril 26, 2008
Até ao fim do fim
Ontem tomei alguma atenção à letra desta música. É qualquer coisa de extraodinária, mas triste. A Ana Moura, que tem uma voz lindíssima, canta o amor que acaba. Eu não podia deixar de a partilhar aqui. O vídeo tem a letra (peço que seja dado o devido desconto aos erros ou a algumas das imagens, mas importava-me mesmo era pô-la aqui e divulgá-la porque acho que ela merece e não há um video oficial). Transcrevo a letra para quem queira ler o poema.
Então está tudo dito meu amor
Por favor não penses mais em mim
O que é eterno acabou connosco
É este é o principio do fim
Então está tudo dito meu amor
Por favor não penses mais em mim
O que é eterno acabou connosco
E este é o princípio do fim
Mas sempre que te vir eu vou sofrer
E sempre que te ouvir eu vou calar
Cada vez que chegares eu vou fugir
Mas mesmo assim amor eu vou-te amar
Até ao fim do fim eu vou-te amar
Até ao fim do fim eu vou-te amar
Então está tudo dito meu amor
Acaba aqui o que não tinha fim
P'ra ser eterno tudo o que pensamos
Precisava que pensasses mais em mim
P'ra ti pensar a dois é uma prisão
P'ra mim é a única forma de voar
Precisas de agradar a muita gente
Eu por mim só a ti queria agradar
Mas sempre que te vir eu vou sofrer
E sempre que te ouvir eu vou calar
Cada vez que chegares eu vou fugir
Mas mesmo assim amor eu vou-te amar
Até ao fim do fim eu vou-te amar
Até ao fim do fim eu vou-te amar
Mas mesmo assim amor eu vou-te amar
Até ao fim do fim eu vou-te amar
Até ao fim do fim eu vou-te amar
sexta-feira, abril 25, 2008
quinta-feira, abril 24, 2008
Todo o amor do mundo

Queres saber o quanto gosto de ti, meu amor? Multiplica as gotas do mar, pelos grãos de areia da terra. Soma-lhe as estrelas do céu, planetas e cometas do universo e volta a multiplicar este resultado pelas folhas que as árvores da terra choram em cada Outono. Desculpa a humildade do meu sentimento. Quero ainda que acrescentes as pétalas de cada flor, todos os animais habitantes do planeta terra e voltes a multiplicar pelo número de beijos trocados em cada ano que passa, por cada palavra proferida pela boca dos justo porque da boca dos impuros saem conversas vazias e mentirosas. Importam-me ainda todas as palavras escritas e as fotografias tiradas. Faz estas somas e estas multiplicações e ficarás com uma pequena ideia daquilo que sinto por ti. O meu amor é brilhante como as estrelas, fino como a areia, colorido como as flores, repleto de palavras e sonoridades, imenso como só o universo o sabe ser. Talvez assim seja todo o amor. Eu só conheço aquele que me mostraste e ensinaste. Este que assim to apresento.
quarta-feira, abril 23, 2008
Entre o sonho e a realidade

É nos sonhos que muitas vezes nos deparamos com o que não resolvemos na nossa vida. As pessoas aparecem nas mais variadas formas e as situações em que se encontram parecem não fazer qualquer sentido. No fundo é apenas o nosso inconsciente pouco satisfeito com o rumo que as coisas levaram que nos faz ressuscitar estes mortos. São aspectos da nossa vida que queríamos esquecidos, mas teimam em nos visitar de tempos a tempos sem aparente explicação.
terça-feira, abril 22, 2008
segunda-feira, abril 21, 2008
A morte do artista
A tentação pode ser a morte do artista.
No princípio: uma palavra gabada, um gesto irreflectido ou uma ilusão.
No final um arrependimento.
No princípio: uma palavra gabada, um gesto irreflectido ou uma ilusão.
No final um arrependimento.
domingo, abril 20, 2008
Amo porque quero

Principezinha, quem te disse que o amor é um sentimento, enganou-te. O amor é uma vontade. As pessoas amam-se porque querem amar-se porque se reconhecem uma na outra e porque vêem nela aquilo que querem para si. É por isso que se procura aceitar o outro como ele é porque é a nossa vontade aceitá-lo como é. Quem não aceita, não ama. Todos os homens e mulheres são ideais na medida em que tu fazes delas pessoas ideais, julga-las ideais para ti e te deixas enamorar. Sabes que essa pessoa te fará feliz por isto e por aquilo, mas também sabes que terás de aceitar e viver com o facto de ela ser assim e assado. Importa a tua atitude. O verdadeiro amor não é mais que a procura do verdadeiro/a companheiro/a para a vida. A pessoa em quem depositarás a tua confiança e que arriscará contigo a partilha de tudo. A paixão todos sabemos é um estado de alma passageiro e fugaz que serve para alimentar emoções fortes e nos faz sentir que a vida existe. O amor transporta a serenidade da companhia que até poderá ser silenciosa, mas é a tua companhia em todos os teus momentos. O amor da tua vida está contigo porque te escolheu e tu a ele por isso não tens dificuldade alguma em explicar o porquê da sua permanência na sua vida. Tu sabes perfeitamente aquilo que move o teu coração e a razão de ele um dia te ter sussurrado, é ele, estima-o. Nem todos os casais conseguem este comum "acordo" de vontades e as relações vêm e vão como as andorinhas da primavera. São umas vontades convictas associadas a necessidades temporárias de paixão intensa que naturalmente acabam mal para quem se deixou amar, prender. Dentro de ti certamente pensarás que estou a racionalizar os sentimentos, a menosprezar o aperto que se sente no coração, a saudade que nos atormenta, mas não estou. Tudo isso e muito mais do que possas imaginar acontece, mas acontece porque a tua vontade de amar uniu-te de tal forma a este alguém que ele passa a fazer verdadeiramente parte de ti. Ninguém pode temer o amor. Todos o temos como algo de superior e bom. É talvez o primeiro e único "sentimento" que nos venha à lembrança como o melhor do mundo. Não temas quem ama, teme quem faz de conta que ama.
sábado, abril 19, 2008
Actos perfeitos

Quando o corpo inquieto se procura conhecer numa busca calma e intensa, não há espaço para medos ou pudores, limites ou questões. A verdade nua do corpo destapado e sem vergonha num acto de amor só pode ser qualquer coisa de infinitamente e inquestionavelmente perfeita. A experiência partilhada dos amantes sem tabus, que se entregam ao que a Natureza lhes deu de melhor. Uma vez encontrados homem e mulher numa união de esforços que só os realiza e fortalece construam o caminho da felicidade.
quinta-feira, abril 17, 2008
Ponho o carro, tiro o carro à hora que ela quiser

Ausência minha derivada a problemas que me ultrapassam...
Conto a peripécia de hoje: noite de tempestade, a escola já inundava, os alunos estavam todos molhados e pediram para sair mais cedo porque não estavam de facto no espírito e eram tão poucos e em tão mau estado de conservação que queriam era ir para casa. Concordei e lá vim para casa, deserta para calçar umas pantufas. Quando vou para meter o carro na garagem tenho um carro a tapar a entrada. Não havia um único lugar para o deixar, lá tive de esperar. Entretando a polícia foi chamada ao local. Como seria de esperar o senhor polícia disse que não havia nada a fazer senão esperar que o dono chegasse, nem que isso implicasse ficar ali plantada até de manhã. Como se não bastasse dada a agitação sentida as pessoas começaram a vir à janela e a dona do carro denuncia-se. Desce com arrogância e carregada de razões como a uma boa condutora portuguesa compete. Falo eu que sou mulher, encartada e muito uso faço à minha carta de condução: envergonha-me ter de assistir a coisas destas. Choca-me a falta de educação e respeito que reina entre as pessoas que sem razão, sem enchem de razões.
terça-feira, abril 15, 2008
Uma relação feita a dois

Uma relação faz-se a dois. É no amor que ambos sentem um pelo outro que tudo ganha sentido à medida que o tempo avança e que é de livre e espontânea vontade que ambos continuam um com o outro na construção de uma vida mais feliz, mais plena, mais bela e mais doce. Quem crê que o amor e a vontade de um chega e sobra pelos dois, cai num erro grave que lhe trará um amargo de boca mais cedo ou mais tarde. Há espaço para os dois intervenientes e cada um tem o seu papel e tem o seu contributo. Acredito ainda que aqueles que se querem bem devem-se estimar. É na verdade das palavras e na transparência com que as pessoas se apresentam que o amor pode crescer saudável. Tudo isto numa relação a dois.
segunda-feira, abril 14, 2008
Podia ser um dia como tantos outros

O céu para mim hoje estava branco e as nuvens que o coloriam eram cor-de-rosa, amarelas e cor-de-laranja. O dia tinha a cor do sorriso de uma criança e comida assemelhava-se a uma mistura de gelado de morango com chantili e gomas no topo. O sol aquecia como nos dias de verão e as pessoas não andavam atarefadas ou com cara de segunda-feira. Todas expressavam no rosto a alegria do Domingo solarengo com promessa de praia e boa companhia numa esplanada interessante. Os pássaros pousavam no meu ombro e sussurravam-me palavras de bom dia. Contavam-me também como é engraçada a vista do cimo de uma árvore. Troquei meia dúzia de gargalhadas com estas suas confidências a que poucos têm acesso. A estrada não tinha buracos ou trânsito, todos circulavam pacificamente e sem pressas. Os condutores cediam passagens e sorriam para os aprendizes que estão sempre denunciados pelos carros carregados de publicidade das escolas de condução e pela companhia algo suspeita que alguém que os acompanha com cara de instrutor. Não enganam ninguém. Quando cheguei a casa procurei um cobertor e adormeci quente agarrada a ele. Na televisão noticiavam as maravilhas e as alegrias do nosso mundo. As pessoas transmitiam as razões das suas felicidades, os políticos anunciavam as melhorias já sentidas por todos e os jornalistas sentiam-se especiais porque não continham em si a alegria de espalhar tanta coisa boa. O sol pôs-se como de costume, era chegada a hora de mais alguém voltar para casa. Fui acordada pelo beijo doce daquele com quem sonhava. Deitou-se ao meu lado e adormecemos os dois.
domingo, abril 13, 2008
Amor verdadeiro
sábado, abril 12, 2008
Falar chinês

Falamos decididamente e definitivamente línguas diferentes. A diferença entre os casais é que uns esforçam-se para que a comunicação aconteça e desdobram-se para se fazer entender e entender o próximo e outros preferem julgar porque as mulheres são isto e aquilo e porque os homens são assim e assado. Parece complicado, mas a complicação está toda nas pessoas.
sexta-feira, abril 11, 2008
Contadora de histórias

Quando for grande quero ser contadora de histórias. Quero entrar dentro de todas as cabeças que se voltarem para me ouvir e enchê-las de mundos criados por mim, de pessoas que na sua humanidade sejam capazes de marcar a diferença e fazer história. Não há nada pior que um pobre de espírito. A pobreza exterior é aquela que nos entra pelos olhos a dentro, a pobreza interior vai-nos directa ao coração e num ápice reflecte-se no aspecto. As minhas criaturas serão especiais, humildes de aspecto, mas milionárias por dentro. Quem me ouvir saberá que não passam de ideias que me invadem o pensamento, mas ninguém se importará com a minha meia verdade, todos sabem que ela é a verdade que todos desejam. Todos sabem que sou uma mera contadora de histórias.
Os meus finais serão felizes para quem merece, serão justos para quem fez por isso, serão o reflexo daquilo que cada um deu para construir o seu pedacinho de mundo. Este mundo que cada um ajudou a desenvolver é também o mundo dos outros: escrevemos, colorimos, rabiscamos e até somos capazes de apagar num mundo que não é só nosso. O meu palco é humilde. Sou eu quem dou cara e voz àqueles que nasceram dentro de mim. Sou eu que os conduzo onde quero. Sou a omnipresente e omnipotente que eles sabem que existe, mas insistem ignorá-la na esperança que os podres sejam esquecidos ou nem cheguem nunca a ser reconhecidos por alguém.
Ponho a mochila às costas deixo-me levar pelo sabor do vento. Onde ele me depositar aí me deixarei ficar até que a minha história acabe e eu possa dar início a uma nova. A um novo capítulo da minha telenovela e faça valer aquilo que sou: uma contadora de histórias.
Os meus finais serão felizes para quem merece, serão justos para quem fez por isso, serão o reflexo daquilo que cada um deu para construir o seu pedacinho de mundo. Este mundo que cada um ajudou a desenvolver é também o mundo dos outros: escrevemos, colorimos, rabiscamos e até somos capazes de apagar num mundo que não é só nosso. O meu palco é humilde. Sou eu quem dou cara e voz àqueles que nasceram dentro de mim. Sou eu que os conduzo onde quero. Sou a omnipresente e omnipotente que eles sabem que existe, mas insistem ignorá-la na esperança que os podres sejam esquecidos ou nem cheguem nunca a ser reconhecidos por alguém.
Ponho a mochila às costas deixo-me levar pelo sabor do vento. Onde ele me depositar aí me deixarei ficar até que a minha história acabe e eu possa dar início a uma nova. A um novo capítulo da minha telenovela e faça valer aquilo que sou: uma contadora de histórias.
quinta-feira, abril 10, 2008
Horas perdidas

Odeio a segurança social. Acho que já o tinha aqui comentado. Para grande infelicidade minha tive de lá ir hoje e numa hora e meia que lá estive à espera sabem o que consegui? Um papel! Uma hora e meia à espera de uma senhora que me entregaria um papel, mas que não mo podia receber porque para isso tenho de tirar uma senha às 9h da manhã porque elas esgotam pouco depois dessa hora. Comentava o segurança comigo que as pessoas passam o dia inteiro ali sentadas à espera da sua vez. Concordei que isso é muito bom para quem não faz nada na vida, mas para quem trabalha é impensável uma coisa dessas. A resposta dele foi: falta ao trabalho. Sinceramente, eu não posso ser deste mundo... E nem quero um mundo destes.
quarta-feira, abril 09, 2008
terça-feira, abril 08, 2008
Em Portugal a aprender português

Comecei ontem mais um curso de português para estrangeiros. Desta vez tenho uma aluna inglesa ainda jovem.
- Porque veio para Portugal aprender português?
- Porque o meu namorado é português e quero falar com a família dele em português.
- Bonita razão... (depois de mais dois dedos de conversa em que falavamos de aspectos gerais nome, apelido, idade, eu pergunto-lhe:) Qual é o seu estado civil?
- Sou noiva. - não contive o sorriso pela espontaneidade com que dá esta resposta, esperava que me respondesse solteira depois de olharmos para os vários estados civis.
- Muito bem, então vão casar é isso?
- Sim, para o ano. Em Inglaterra programamos os casamentos com um ano e meio de antecedência. O meu namorado pediu-me em casamento aqui em Portugal e fez uma festa muito grande. Foi muito bonito e fiquei muito comovida. Agora percebo porque me apaixonei à primeira vista por ele. Só podia ser português. Só ele para me fazer assim feliz.
- Porque veio para Portugal aprender português?
- Porque o meu namorado é português e quero falar com a família dele em português.
- Bonita razão... (depois de mais dois dedos de conversa em que falavamos de aspectos gerais nome, apelido, idade, eu pergunto-lhe:) Qual é o seu estado civil?
- Sou noiva. - não contive o sorriso pela espontaneidade com que dá esta resposta, esperava que me respondesse solteira depois de olharmos para os vários estados civis.
- Muito bem, então vão casar é isso?
- Sim, para o ano. Em Inglaterra programamos os casamentos com um ano e meio de antecedência. O meu namorado pediu-me em casamento aqui em Portugal e fez uma festa muito grande. Foi muito bonito e fiquei muito comovida. Agora percebo porque me apaixonei à primeira vista por ele. Só podia ser português. Só ele para me fazer assim feliz.
segunda-feira, abril 07, 2008
domingo, abril 06, 2008
sábado, abril 05, 2008
Acordar para a vida

Conversava com uma colega e sem que eu estivesse à espera ela pergunta-me "tu não sabes o que queres para ti?". Foi inesperada a intervenção dela e senti-a como uma chapada que nos dão na cara quando nos deixamos adormecer. Literalmente acordei para a vida naquele momento. Rapidamente respondi-lhe "sim, sei, claro". E sei de facto.
sexta-feira, abril 04, 2008
No final da semana
Estava por aqui entretida a ouvir uma meia dúzia de músicas que me dizem qualquer coisa e estava a pensar na semana que tive. Uma semana linda com um sol enorme e quente que brilhou para nós todos os dias. Somos de facto muito sensíveis à forma como o tempo se apresenta. Eu mal acordava e me deparava com um cenário de sol sentia-me com outra disposição para fazer fosse o que fosse. Foi uma semana intensa de trabalho, muitas coisas para fazer, a tese (ainda) em reformulação e a necessidade de responder a outros desafios profissionais que felizmente vão aparecendo e que muito me têm enriquecido a nível pessoal e profissional. Marcou-me muito ter iniciado a semana com uma série de acidentes rodoviários graves e muito graves. Desta semana ficam-me ainda duas conversas interessantíssimas com dois colegas de escola. Ambos seguramente da mesma idade (cinquentas e qualquer coisa), um homem e uma mulher com percursos mais ou semelhantes e mais ou menos sem nada a ver e que não se conhecem. Gosto muito deste olhar materno e paterno que estes colegas têm para connosco e da forma como nos tentam alertar para isto e para aquilo numa atitude de acolhimento brilhante e absolutamente calorosa. Ouço-os sempre com muita atenção, sei que têm muito para me ensinar, sei que gostariam que evitassemos os erros que cometeram no passado, que gostavam que não dessemos certas cabeçadas que custam a curar. Gosto tanto de saber que me cruzei com estas pessoas e que saí/sairei positivamente marcada por elas. É bom, muito bom.
Gosto muito da letra da música que deixo. Estava por aqui entretida a ouvi-la vezes sem conta. Sinto que se adequa ao tema. Já uma vez deixei num post uma frase desta música. Não deixo o videoclip porque ele não existe, mas fica pelo menos a música.
Gosto muito da letra da música que deixo. Estava por aqui entretida a ouvi-la vezes sem conta. Sinto que se adequa ao tema. Já uma vez deixei num post uma frase desta música. Não deixo o videoclip porque ele não existe, mas fica pelo menos a música.
quinta-feira, abril 03, 2008
segunda-feira, março 31, 2008
Acidentes na estrada

Hoje foi um dia para esquecer de acidentes. Saí de casa, quinhentos metros depois apanhei um atropelamento de um peão numa passadeira. A ambulância tinha acabado de chegar, ainda vi o senhor num sofrimento enorme deitado no chão. Um quilómetro depois apanho a IC19 cheia de trânsito, tinha acabado de se dar um acidente com uma mota, estavam duas faixas cortadas, a polícia tinha acabado de chegar quando eu por lá passei. O condutor da mota estava num estado indescritível, bem como a mota. Fiquei muito incomodada com tanta desgraça em tão pouco tempo, num espaço tão curto. De volta a casa apanho mais um toque dos habituais, sem qualquer gravidade, felizmente... Custou-me ver tanta desgraça. Dá que pensar...
domingo, março 30, 2008
sábado, março 29, 2008
A vida num retrato

Se pudesse pôr em exposição os episódios mais marcantes da minha e que valem a pena certamente seria um momento interessante de se ver. Ontem andei de volta das minhas fotografias. Achei que lhes estava a dar pouca atenção, estavam ao abandono e não mereciam. Afinal, estão a tornar-me eterna, estão a tornar eternos aqueles que comigo partilharam aqueles momentos. As nossas caras ali permanecem como estavam. Com o tempo envelhecem, ganham novas formas, novas marcas que a vida se encarrega de nos trazer. É uma espécie de maquilhagem permanente que ganhamos por cá andarmos e cá continuarmos. Por isso comprei uns albuns, dei-lhes uns mimos e tratei de guardá-las. Estão agora com o destaque que merecem e com a dignidade que lhes é devida. Se pudesse forrava as paredes do meu quarto com as fotografias mais marcantes, faria deste espaço uma homenagem a tudo o que já passei e que faz de mim o que sou hoje: uma pessoa dita "normal". Mas não posso... Escolhi algumas e destaquei-as em espaços próprias comumente chamados de molduras e arranjei um quadro de iman que pus na parede e que, claro está, se encontra repleto de pessoas especiais. As outras mil que não puderam ter este destaque moram mesmo ao lado destas privilegiadas, mas numa estante e coladinhas umas às outras e olharem-se literalmente olhos nos olhos. Agora que as teno organizadas sei que as procurarei mais. Sei que mais vezes verão a luz do dia e far-me-ão sorrir de felicidade por tudo o que já passei.
sexta-feira, março 28, 2008
O corpo com prazer
Vinha como é habitual na minha volta de carro a ouvir aquilo que o rádio decidir que será justo passar. Nem sempre isto me acontece, mas tenho alturas em que me dá para tomar atenção à letra das músicas, para pelo menos saber o que estou a cantarolar. Na maioria das vezes preferia nunca ter tomado atenção porque acabo por me desiludir com a falta de sentido, lógica e conteúdo que as letras têm. Procuram que o som culmate a falta de originalidade daquele que se lembrou de musicar uma meia dúzia de frases sem nexo. Já me tinha dado conta desta letra. Hoje voltei a cruzar-me com ela e não resisti a colocá-la aqui. Deixo o video e a letra da música. Certamente dar-me-ia muito que pensar e reflectir, mas prefiro deixá-la somente assim para que cada um conclua aquilo que quiser...
Tocas no rosto enquanto o ar não sai
Inspiro sem medo do acto que te vem
Envolvo os pés com as mãos
Do toque nasce a nossa ilusão
Desenhas os risos de um novo medo
Que o peito demonstra sem qualquer sossego
Faz tempo que a culpa se foi
Ficámos de pensar só depois
Do erro.
Já pouco nos resta fechar os olhos
Escondemos actos sem qualquer receio ou angústia
Que nos prende a vontade de sentir
Enquanto buscas o ar pela boca
Passeias o teu cheiro no meu corpo
Por entre os braços misturo tudo
Após o prazer ficaremos mudos
Sem saber
Que é por uma noite
Grito o teu nome sem saber
Como será o amanhã
Foi um sonho real
Por uma noite
quinta-feira, março 27, 2008
quarta-feira, março 26, 2008
terça-feira, março 25, 2008
Pára, escuta e olha
segunda-feira, março 24, 2008
Poema de amor

O meu amor é doce como fruta madura
Ele é quente como algumas noites de verão
É firme, é um amor que perdura
O meu coração é seu porque eu quero
Ele é seu porque ele o conquistou
É seu porque é tudo o que quero e espero
O meu olhar é terno quando o vejo
Ele é seu e a si pertence
É tão bom porque ele é tudo o que desejo
A minha canção de amor não traz novidade
É tonta como todas e mais algumas
Espelha a alegria dos amantes que amam com vontade
domingo, março 23, 2008
sábado, março 22, 2008
sexta-feira, março 21, 2008
terça-feira, março 18, 2008
segunda-feira, março 17, 2008
O amor acontece

Certo dia certa história de amor aconteceu quando a Maria Rabia e o Manuel Papel foram inventados por uma certa caneta perneta. O princípio desta assolapada paixão começou no primeiro traço. Cores garridas e berrantes que foram tomando formas arredondadas e que culminariam na impossibilidade de ambos resistirem a tanto charme. Com um piscar de olho ele se denunciou, com um beijo carnudo ela retribuiu a simpatia. As páginas tantas que se seguiram ficam para os próximos capítulos, mas só se os protagonistas consentirem e se os episódios puderem ser publicados.
domingo, março 16, 2008
A contar carneirinhos
Nas noites de maior insónia, em anos que já lá vão, não resisti a contar carneirinhos na esperança de que estes me embalassem até à chegada do João Pestana. Como gosto das coisas a rigor fechei os olhos, imaginei um vasto pasto verde e tratei de arranjar uma bonita cerca para que pudessem alegremente saltar de um lado para o outro. Criado o cenário só faltavam as personagens principais: os carneirinhos. Em pouco tempo chegavam e começavam a saltitar. Eram gordos e tinham um ar simpático. Era chegada a minha hora de os contar. Um carneirinho, dois carneirinhos, três carneirinhos... O sono não chegava. Começava a sentir que estas humildes criaturas, ao invés de me ajudarem a adormecer, faziam precisamente o efeito contrário: desviavam a minha atenção do essencial. Às páginas tantas um dos carneirinhos num ataque de rebeldia, lembra-se de contornar a cerca em vez de a saltar. Fiquei danada com aquela atitude. Que fazia eu com ele? Contava-o na mesma? Desclassificava-o por não cumprir as regras do jogo? Ignorava? Outro igualmente com a mania de ser diferente foge, logo de seguida um recusa-se a saltar a fica estático em frente à cerca proporcionando um enorme engarrafamento de carneirinhos. Eu já estava irritadíssima. Decidi acabar com aquela palhaçada e fazer desaparecer aquele cenário que já estava mais negro que outra coisa. Limpo da minha cabeça o prato verde, a cerca e os animais da quinta que são chamados para esta história e reparo como estava ainda mais desperta e, pior, bem mais irritada. Não voltei a repetir o feito sob pena de ainda me deparar com greves ou manifestações contra a exploração nocturna de carneirinhos ou as consequências do esforço físico dos animais de terem de saltar tal cerca. Ou quem sabe ser visitada pelo pastor e pelo seu fiel amigo cão que me tratariam da saúde porque estava a desviar os carneiros do caminho que devem seguir. Nem pensar! Não queria tal responsabilidade nos meus ombros. Virei-me para o outro lado e adormeci.sexta-feira, março 14, 2008
Diamonds are a girl's best friend
quinta-feira, março 13, 2008
Às cegas
Tira a venda. Se estás às escuras é porque queres. Sabes qual é a diferença entre ver e olhar? Ver é aquilo que faço com a televisão, que faço no trânsito, que faço na rua. Vejo pessoas, vejo publicidade, vejo cenas tristes e outras mais alegres. Vejo muita coisa. Olhar é aquilo que faço quando reparo em alguém ou alguma coisa especial. Olhar é mais profundo, é mais intenso. Um olhar toca, mexe, transforma. Porque continuas com essa cortina que te impede de olhares para a vida como ela merece? Aceita o desafio, tira a venda e atreve-te a olhar para aquilo que merece a tua atenção.quarta-feira, março 12, 2008
terça-feira, março 11, 2008
domingo, março 09, 2008
sábado, março 08, 2008
Dia da mulher
Em dia da mulher estava o presidente da junta desta freguesia no centro da cidade a distribuir cravos vermelhos às senhoras e meninas que passavam com os cumprimentos da junta. Bonito gesto, agradável, amável, simpático e cordeal. Mas o que realmente me impressionaria e marcaria este dia pela positiva era uma meia dúzia de metros de alcatrão numa das principais ruas de acesso à cidade. Isso sim era uma atitude de valor e um dinheiro bem gasto porque é uma vergonha uma estrada num estado daqueles. Prioridades!!!sexta-feira, março 07, 2008
The reason why
quinta-feira, março 06, 2008
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