terça-feira, março 25, 2008

Pára, escuta e olha


Pára, escuta e olha.
Tantas vezes somos apanhados de surpresa porque não parámos, não escutámos e/ou não olhámos quando ainda tinhamos tempo.

segunda-feira, março 24, 2008

Poema de amor


O meu amor é doce como fruta madura
Ele é quente como algumas noites de verão
É firme, é um amor que perdura

O meu coração é seu porque eu quero
Ele é seu porque ele o conquistou
É seu porque é tudo o que quero e espero

O meu olhar é terno quando o vejo
Ele é seu e a si pertence
É tão bom porque ele é tudo o que desejo

A minha canção de amor não traz novidade
É tonta como todas e mais algumas
Espelha a alegria dos amantes que amam com vontade

domingo, março 23, 2008

Elegância


Elegância não é fazer notar, mas fazer recordar...

sábado, março 22, 2008

Imagens

Um fim aparente.
O princípio de uma vida eterna.

sexta-feira, março 21, 2008

Dias calada

Dias de silêncio. Dias de recolha. Dias de retiro.

terça-feira, março 18, 2008

segunda-feira, março 17, 2008

O amor acontece


Certo dia certa história de amor aconteceu quando a Maria Rabia e o Manuel Papel foram inventados por uma certa caneta perneta. O princípio desta assolapada paixão começou no primeiro traço. Cores garridas e berrantes que foram tomando formas arredondadas e que culminariam na impossibilidade de ambos resistirem a tanto charme. Com um piscar de olho ele se denunciou, com um beijo carnudo ela retribuiu a simpatia. As páginas tantas que se seguiram ficam para os próximos capítulos, mas só se os protagonistas consentirem e se os episódios puderem ser publicados.

domingo, março 16, 2008

A contar carneirinhos

Nas noites de maior insónia, em anos que já lá vão, não resisti a contar carneirinhos na esperança de que estes me embalassem até à chegada do João Pestana. Como gosto das coisas a rigor fechei os olhos, imaginei um vasto pasto verde e tratei de arranjar uma bonita cerca para que pudessem alegremente saltar de um lado para o outro. Criado o cenário só faltavam as personagens principais: os carneirinhos. Em pouco tempo chegavam e começavam a saltitar. Eram gordos e tinham um ar simpático. Era chegada a minha hora de os contar. Um carneirinho, dois carneirinhos, três carneirinhos... O sono não chegava. Começava a sentir que estas humildes criaturas, ao invés de me ajudarem a adormecer, faziam precisamente o efeito contrário: desviavam a minha atenção do essencial. Às páginas tantas um dos carneirinhos num ataque de rebeldia, lembra-se de contornar a cerca em vez de a saltar. Fiquei danada com aquela atitude. Que fazia eu com ele? Contava-o na mesma? Desclassificava-o por não cumprir as regras do jogo? Ignorava? Outro igualmente com a mania de ser diferente foge, logo de seguida um recusa-se a saltar a fica estático em frente à cerca proporcionando um enorme engarrafamento de carneirinhos. Eu já estava irritadíssima. Decidi acabar com aquela palhaçada e fazer desaparecer aquele cenário que já estava mais negro que outra coisa. Limpo da minha cabeça o prato verde, a cerca e os animais da quinta que são chamados para esta história e reparo como estava ainda mais desperta e, pior, bem mais irritada. Não voltei a repetir o feito sob pena de ainda me deparar com greves ou manifestações contra a exploração nocturna de carneirinhos ou as consequências do esforço físico dos animais de terem de saltar tal cerca. Ou quem sabe ser visitada pelo pastor e pelo seu fiel amigo cão que me tratariam da saúde porque estava a desviar os carneiros do caminho que devem seguir. Nem pensar! Não queria tal responsabilidade nos meus ombros. Virei-me para o outro lado e adormeci.

sexta-feira, março 14, 2008

Diamonds are a girl's best friend

What do I want as a present? I don't want something I need. I want something I want - something pretty.

quinta-feira, março 13, 2008

Às cegas

Tira a venda. Se estás às escuras é porque queres. Sabes qual é a diferença entre ver e olhar? Ver é aquilo que faço com a televisão, que faço no trânsito, que faço na rua. Vejo pessoas, vejo publicidade, vejo cenas tristes e outras mais alegres. Vejo muita coisa. Olhar é aquilo que faço quando reparo em alguém ou alguma coisa especial. Olhar é mais profundo, é mais intenso. Um olhar toca, mexe, transforma. Porque continuas com essa cortina que te impede de olhares para a vida como ela merece? Aceita o desafio, tira a venda e atreve-te a olhar para aquilo que merece a tua atenção.

quarta-feira, março 12, 2008

terça-feira, março 11, 2008

Pézinhos de cinderela


Quando for grande quero ser pequenina outra vez.

domingo, março 09, 2008

Manifesto anti-ministra


Deixo a minha homenagem a este momento que ficará na história da nossa educação.

sábado, março 08, 2008

Dia da mulher

Em dia da mulher estava o presidente da junta desta freguesia no centro da cidade a distribuir cravos vermelhos às senhoras e meninas que passavam com os cumprimentos da junta. Bonito gesto, agradável, amável, simpático e cordeal. Mas o que realmente me impressionaria e marcaria este dia pela positiva era uma meia dúzia de metros de alcatrão numa das principais ruas de acesso à cidade. Isso sim era uma atitude de valor e um dinheiro bem gasto porque é uma vergonha uma estrada num estado daqueles. Prioridades!!!

sexta-feira, março 07, 2008

The reason why


"Olhemo-nos bem fundo, olhos nos olhos, e procuremos a razão pela qual um dia nos juntámos e faz com que hoje permaneçamos juntos."
Poucos, muito poucos casais são capazes de responder a esta pergunta.

quinta-feira, março 06, 2008

My sweetest thing

O amor é a coisa mais doce que conheço.

quarta-feira, março 05, 2008

Vive comigo e dentro de mim


O que me importa é a verdade. Tudo o que a vida dá será influenciado por esta fidelidade e transparência. A vida sabe da nossa culpa ou da nossa desculpa. Porque nada lhe conseguimos esconder. E que bom é sabê-lo. Porque sei que a verdade sairá sempre vencedora. Ela merece.

segunda-feira, março 03, 2008

366 dias depois


Associo o número um a coisas boas. Um faz-me pensar em unidade, em único, em primeiro. Todos desejamos o primeiro lugar e na contagem decrescente quando chegamos ao um estamos numa enorme ansiedade e excitação na expectativa do que vem a seguir. Tantas expressões se referem ao um como o fundamental: por um se ganha, por um se perde. Por outro lado o número um é sempre o princípio de uma contagem: do zero sem valor, entramos na caminhada que nos levará ao um e ao dois e ao três e por aí fora. Pode parecer um número pequeno ou fraco, mas carrega em si a força e a energia dos fortes, todos têm de passar por ele para atingirem os seguintes. Por todas estas e muitas outras razões vejo neste primeiro aniversário o resultado de uma caminhada de doze meses, o investimento feito nestes 366 dias, o tempo dedicado ao longo de 8784 horas. Um primeiro marco atingido. O princípio de uma contagem que se deseja duradoura.

Momento kodak


Alguém chamou?

domingo, março 02, 2008

Encontrei indefeso


Apanhei indefeso e desprotegido por mero acaso. Fiquei na dúvida se o devia agarrar ou não, afinal todos tememos magoar uma coisa frágil à partida. Tomei-o nas minhas mãos e senti que começou a bater assustado, tremia ligeiramente. Despachei-me a acalmá-lo, disse-lhe que era uma pessoa de boas intenções, princípios e valores e que nunca lhe faria mal. Continuou descrente nas minhas palavras e batia aflito. Encostei-o ao meu peito em sinal de carinho e protecção na esperança que sentisse a verdade do meu coração. Neste acolhimento senti que suspirou e aliviou ligeiramente a tensão que sentia, apesar da atitude de desconfiança ser ainda uma realidade. Levei-o para casa comigo e ainda hoje o guardo numa pequena almoçada branca de veludo. Ele hoje dorme mais tranquilo, bate mais sereno e entrega-se nas minhas mãos.