sábado, fevereiro 02, 2008
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
A vida não pára
Hoje ouvia esta música enquanto regressava a casa. Há uma meia dúzia de frases mais sonantes que me ficaram no ouvido e me ficaram, naturalmente, na cabeça. Vim a pensar para comigo este será o meu post de hoje. Partilho a música e a letra. É a ideia da velocidade estonteante com que a vida corre, é a ideia de até nos podermos alhear a isso, mas que isso não faz com que o tempo espere por nós só porque decidimos fazer de conta que estamos à espera da resposta dos males da sociedade. É a nossa necessidade de encontrarmos algum travão, de encontrarmos alguma calma, do próprio corpo que pede algum alimento interior que valha realmente a pena no meio de tanta correria, mas nem mesmo aqui, conseguimos que o tempo nos dê esse espaço. Assusta-me a frase Será que temos esse tempo pra perder porque levanta a questão do tempo desperdiçado, que é das coisas pelas quais mais lutamos para que não aconteça. É a ideia de que podemos estar a desperdiçar mais tempo do que aquele que desejaríamos ou de que teríamos consciência, tempo esse que efectivamente não temos. Não sei se a vida é rara, sei que é passageira, sei que está cheia de quês, porquês, senãos e se sesins e que seguramente mais de metade não sabe o que anda aqui a fazer. Fica mais este desabafo a juntar a tantos outros...
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma,
A vida não pára...
E quando o tempo acelera e pede pressa
Eu recuso, faço hora e vou na valsa,
A vida é tão rara...
Enquanto todo mundo espera a cura do mal,
E a loucura finge que isso é normal,
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando cada vez nais veloz,
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo que lhe falta pra perceber,
Será que temos esse tempo pra perder,
E quem quer saber?!
A vida é tão rara... tão rara...
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma,
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma,
A vida não pára...
A vida não pára nao...
Será que é tempo que lhe falta pra perceber,
Será que temos esse tempo pra perder,
E quem quer saber?!
A vida é tão rara... tão rara...
A vida é tão rara.
quinta-feira, janeiro 31, 2008
A lei das coisas
quarta-feira, janeiro 30, 2008
Miopias e estigmatismos

terça-feira, janeiro 29, 2008
No tempo em que galinhas tinham dentes
Era uma vez um menino que foi convidado para ir trabalhar para muito loooooooooonge. Como a proposta era aliciante lá foi ele, sentia que não podia desperdiçar a oportunidade. Para trás deixava as pessoas que sempre lhe foram queridas e deixava também metade do seu coraçãozinho com uma menina muito bonita. Ela prometeu-lhe que cá ficaria à espera e que não deixaria que ninguém se aproximasse dela. O seu coração estaria frio para essas segundas intenções e ela não gostava dessas confianças. Cada macaquinho no seu galhinho, dizia ela entre risos. O pobre trabalhador também deixara uma meia dúzia de promessas de amor eterno e que nada nem ninguém os separaria. Trocaram-se abraços apertados e beijos apaixonados na hora da partida. Deixaram-se cair lágrimas de saudade e de incerteza perante o futuro próximo. Passava um mês, dois, três. Nenhum se habituara à distância que os separava. Nenhum conseguia ser verdadeira feliz sem o outro. Apesar dos investimentos estrangeiros de outros meninos e outras meninas todos muito bem intencionados, já se sabe, oferencendo ombros de consolo, nenhum se deixara iludir, nem influenciar. Mantiveram-se sempre fieis ao compromisso que assumiram. Certo dia estava a menina em casa de volta das suas coisas quando ouve tocar à campainha. Corre até à porta, espreita e estranha não ver ninguém. A medo abre a porta e repara que tem um papel dobrado por cima do tapete. Apanha-o e abre-o. Encontra uma mensagem que lhe faz disparar o coração de imediato. Quando levanta os olhos do papel, encontra o olhar da sua vida e ambos deixam-se derreter nos braços um do outro para todo o sempre. Vitória, vitória, acabou-se a história.O fim!
segunda-feira, janeiro 28, 2008
domingo, janeiro 27, 2008
Adoeci

sábado, janeiro 26, 2008
Smile and wave
Certamente todos estarão recordados do filme Madagascar e dos caricatos pinguins que fazem as graças de quem os vê. O segredo destas personagens reside na postura que adoptam: smile and wave estão sempre a lembrar-se uns aos outros de qual deverá ser a sua atitude perante as pessoas que olham para eles. Tudo isto porque guardam dentro de si uma enorme capacidade de projectarem os esquemas mais impressionantes possível. A fachada que sustentam de pinguins simpáticos, esconde os esquemas que armam e a esperteza que têm. Lembro-me muito deste episódio e acho que no fundo, no fundo, até nos deixa uma bela dica, não necessariamente no sentido de ser usada para fins menos próprios, mas há alturas em que dá muito jeito. Na hora H just smile and wave, boys. Smile and wave.quinta-feira, janeiro 24, 2008
terça-feira, janeiro 22, 2008
segunda-feira, janeiro 21, 2008
domingo, janeiro 20, 2008
Virada do avesso

sexta-feira, janeiro 18, 2008
E para sobremesa?

quarta-feira, janeiro 16, 2008
Respiro o teu corpo
terça-feira, janeiro 15, 2008
segunda-feira, janeiro 14, 2008
A vida de uma prostituta
domingo, janeiro 13, 2008
Abraços

sábado, janeiro 12, 2008
(In)Decisões

Nestas fases que implicam decisões para a vida ficamos sem sono, só sonhamos com o assunto, dói-nos a barriga, não temos um minuto de paz. Mas uma vez tomada a decisão, temos de apagar da memória todas as outras hipóteses e concentrarmos os nossos esforços naquilo que optámos. Teimosos, sim, mas só naquilo que realmente valer a pena.
sexta-feira, janeiro 11, 2008
Coincidências curiosas
Bed of roses

quinta-feira, janeiro 10, 2008
quarta-feira, janeiro 09, 2008
O meu lado lunar

Detesto:
- sentir que me estão a fazer um favor - ou fazem de coração sincero, ou prefiro que digam que não.
- que tenham pena de mim - não me tenho como uma coitada...
- que me mintam - nunca me opus à verdade, nem a impedi que acontecesse.
- desconfortos - sinto logo arrepios na espinha.
- faltas de respeito - é daquelas coisas que me obriga a respirar fundo 1592863434273902928365353427293020883672564376789328904874896 vezes e a mudar imediatamente o rumo do meu pensamento para não perder a cabeça.
- recibos verdes - são uma vergonha...
terça-feira, janeiro 08, 2008
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Vergonha

domingo, janeiro 06, 2008
sábado, janeiro 05, 2008
Dia cinzento
Às vezes é bem mais fácil enfiar o carapuço na cabeça e abancar num beco qualquer. São várias as razões que despontam esta vontade - fuga, medo, desilusão. A esta atitude se chama bater no fundo. Às vezes é preciso cairmos redondamente para sermos capazes de nos levantarmos e tomarmos uma atitude, mudarmos o que está mal, o que nos impede de sermos verdadeiramente felizes. Estes dias mais cinzentos atiram-nos para este tipo de depressão solitária, é comum que as pessoas se sintam mais em baixo e que ressuscitem o que mais as atormenta. A mim? Só me apetece dormir.quinta-feira, janeiro 03, 2008
quarta-feira, janeiro 02, 2008
Em carta
terça-feira, janeiro 01, 2008
Fumo? Não, obrigado
Nova lei do tabaco entra em vigor a partir do dia de hoje. Dei uma volta por aí. Os sinais a relembrarem esta proibição são muitos, as pessoas olham-se atentas à procura de um infractor, os pulmões enchem-se de ar estejamos onde estivermos. Entrei e saí de cafés sem me sentir incomodada, sem ficar a cheirar a tabaco. Senti-me bem, senti-me aliviada, o ar que nos envolve está indiscutivelmente mais limpo e isso deixa-nos inevitavelmente melhores, mais bem dispostos e, até, menos irritadiços. É uma medida libertadora, que defende quem optou por viver sem a nicotina, livre de vícios e se via obrigado a partilhar do fumo dos outros, mesmo sem o desejar.
segunda-feira, dezembro 31, 2007
A queimar os últimos cartuchos I
- fazer barulho - o ano deve ser recebido com enorme alarido;
- para um ano cheio de amor - estrear umas cuecas, vestir vermelho (atraente de paixões) e dar o primeiro beijo do novo ano a uma pessoa do sexo oposto. Se comer ostras terá um ano cheio de sexo;
- para o emprego - vestir castanho;
- para ter dinheiro - uma peça de roupa amarela, uma nota no sapato, atirar moedas e notas ao ar. Se sentir comichão na mão direita é porque vai ser um ano endinheirado, se não tiver, fica para o ano. Deve evitar roupas apertadas porque dificultará a entrada de dinheiro nos bolsos. Coma chocolate , diz que atrai riqueza. Chupar sete sementes de romã e guardá-lhas num guardanapo e pô-las na carteira o ano todo ou pôr folhas de louro na carteira, diz que também nos abonará de carcanhol do bom.
- para ter sorte - deve evitar ter rasgões, falta de botões e outros sinónimos... Comer ervilhas e repolho verde trará sorte. Dar três pulinhos com uma taça de champanhe na mão e atirá-lo para trás das costas é deitar o azar fora.
- coma doze passas, uma em cada badalada e peça os seus desejos.
Este ano estou decidida! Se encontrar alguém com cueca nova vermelha, roupa larga amarela e castanha, com um andar esquisito por causa do avantajado maço de notas nos sapatos, com os cantos da boca cheios de chocolate, cascas de ervilhas nos dentes e, claro está, de repolho verde, a chupar sementes de romã, enquanto engole passas, com hálito de ostras, com folhas de louro na carteira, a dar pulinhos com champanhe na mão, a atirar notas e moedas e a coçar a mão direita no joelho porque já não tem mais mãos disponíveis, já sei o que fazer: corro para trás dele, bebo o champanhe que ele despejar e apanho o dinheiro que ele espalhar. No meio de tanta palhaçada alguém precisa de ter algum bom senso e fazer alguma coisa normal. Entretanto chamo o 112 e peço que o internem.
A maior ou menor sorte do ano dependerá de nós e só de nós: da forma como levamos a nossa vida, como nos comportamos, como conduzimos os passos que damos. Azares acontecem, mas isso ninguém os prevê e raramente os consegue evitar porque são imprevisíveis. Sou contra qualquer tipo de superstição porque sei que quem se deixa limitar por coisas como estas, para além de correr o risco de fazer uma figura triste, é, antes de mais, uma pessoa limitada na sua liberdade. Comer passas por tradição, fazer barulho por piada, estrear roupa porque temos brio nessa noite e queremo-la especial, é uma coisa, mas cairmos na tentação de julgar a sorte de, neste caso, 366 dias da nossa vida no repolho verde que comemos, na cueca vermelha ou nas sementes de romã que apodrecem na nossa carteira parece-me excessivo e triste. O dinheiro ganha-se trabalhando e poupando. O amor é cuidando e tratando de nós e dos outros. Entrem cheios de alegria, mas entrem livres, mesmo que cumprindo tradições, mas livres.
Bom ano de 2008 =)
domingo, dezembro 30, 2007
A queimar os últimos cartuchos II
Há tempos comentava optimista que o próximo ano só pode ser bom, é um ano especial que nos dá mais um dia que os habituais por ser bisexto. Mais um dia para viver. Respondia-me esta pessoa que só temia que este fosse mais um dia para sofrer. Não sabemos o que nos espera, mas porque não vale nunca a pena sofrer por antecipação, há que passar o ano com um sorriso enorme e contagiante e com o pensamento firme de que ele nos reserva o melhor que nunca antes nenhum outro nos reservou.
sábado, dezembro 29, 2007
A queimar os últimos cartuchos III

Não sou excepção. Também eu já fiz a retrospectiva do meu ano e resumo-o a quatro acontecimentos que marcaram 2007 para mim. Na história da minha vida, na minha cronologia, 2007 é o ano de dois acontecimentos muito maus e dois excelentes. A perda de dois elementos por quem nutria um enorme carinho e a conquista de duas das melhores coisas da minha vida: a minha cara metade e o emprego dos meus sonhos. Se me sinto hoje tão feliz e realizada é em muito graças a estas duas surpresas que trouxeram uma nova cor e um outro sabor aos meus dias. Termino o ano de sorriso rasgado e com o coração cheio de esperança.
sexta-feira, dezembro 28, 2007
Retratos II
quinta-feira, dezembro 27, 2007
quarta-feira, dezembro 26, 2007
Retrato

segunda-feira, dezembro 24, 2007
At Christmas you tell the truth
Sei que já postei este video, mas não resisto a fazê-lo novamente por razões que acredito compreensíveis. A propósito fica o desafio: o filme vai passar amanhã na televisão portuguesa, escusado será dizer que acho que vale o investimento...
All I want for Christmas is everything I have

domingo, dezembro 23, 2007
sábado, dezembro 22, 2007
Saber o que se quer

- Que sorte que as crianças têm! - disse o agulheiro.
sexta-feira, dezembro 21, 2007
Escultura

Estas formas foram cuidadosamente desenhadas e posteriormente esculpidas. A matéria de que é feita é suave e macia, agradável ao toque e sensível ao toque. Pode despertar outras sensações e apetites, não menos interessantes.
Se se sente interessado não deixe escapar esta oportunidade única. Aposte naquilo que vale a pena e ainda se habilita à possibilidade de uma vida duradoura e feliz ao lado daquela que pode ter sido criada para si.
*Concurso disponível para indivíduos do sexo masculino, solteiros e bons rapazes.
quinta-feira, dezembro 20, 2007
Enquanto não há amanhã
Esta noite fui visitado por uma fada madrinha que me disse que a mulher ideal existe. Fiquei estupefacto a olhar para ela, não a queria julgar, muito menos queria duvidar da sua palavra, mas as coisas têm de ser esclarecidas. Em criança, era rapaz traquina e pouco ligava às miúdas porque o homem aranha parecia-me bem mais interessante que aquelas brincadeiras irritantes às famílias, mas se alguém me perguntasse no meu íntimo se acreditava na mulher ideal, talvez fosse capaz de dar a mão à palmatória e assumir que sim. Uns anos mais tarde, já me dedicava aos amassos atrás dos pavilhões e percebi que afinal estas coisas das raparigas são mais complexas que aquilo que eu inicialmente julgava. Eram umas queridas e eu adorava estar ali com a anatomia feminina toda nas minhas mãos, eram autênticas aulas práticas das ciências da natureza, aprendi imenso, mas depois metiam-se sentimentos, ciúmes, confusões, amigas e até ser capaz de gerir estas baralhações todas ainda percorri um caminho algo doloroso. Agora que já estava convencido da imperfeição humana, da impossibilidade de me cruzar com alguém especial, acima da média, detentor de todas as verdades e qualidades do mundo, vem esta personagem pôr tudo em causa outra vez? Tive vontade de me virar a ela dizer-lhe uma meia dúzia de coisas menos afáveis, na esperança de que desmentisse o que havia afirmado e me deixasse em paz. Não o fiz, preferi pedir-lhe explicações, não fosse ela ter razão e eu até ter acesso a esta pessoa. Mexeu os cordelinhos e mostrou-me através de imagens passageiras quem esta mulher era, mas o seu rosto nunca me aparecia definido na cabeça. Queria vê-la para podê-la reconhecer na rua de imediato e agarra-la para sempre. Isso nunca aconteceu. Levantei-me e bati-lhe, estava irritado com aquela situação e já me sentia um palhaço nas suas mãos. Ela olhou-me com tristeza e desapareceu. Não fiquei nada satisfeito com a minha atitude, mas às vezes não consigo controlar a minha impulsividade, reajo sem pensar. Nesse preciso momento vieram-me à ideia todas as raparigas que já tinham passado pela minha vida e que, por alguma razão, também elas desapareceram, como fui eu que tratei de as pôr bem longe só porque sim e porque não. Algumas bem o mereceram, serviram para o que tinham a servir, foi bom, obrigado, mas agora quero-as o mais longe possível. Ocorreu-me a terrível ideia de já ter sido visitado por esta pessoa e de a ter deixado escapar. Nesse instante sou novamente visitado por esta fada irritante, vinha com um saco de gelo na cara e com algum mau aspecto. Olhei-a de lado, senti alguma pena por assistir àquele triste espectáculo, mas fiz questão de mostrar o meu desprezo. Só me disse ainda vais a tempo e volta a sumir-se no infinito. Acordei sozinho e lavado em lágrimas, como só podia estar...terça-feira, dezembro 18, 2007
Quatro mulheres e um centro comercial

Ontem terminada a última reunião, sobrava algum tempo antes do jantar de colegas. Alguém propõe que se faça o compasso de espera num centro comercial, sempre se viam umas lojas e as senhoras, por norma, apreciam este tipo de entretenimento. Lá fomos um grupinho de meninas. Há algum tempo que não tinha uma experiência no feminino tão intensa. Naturalmente procuraram-se lojas de roupa, acessórios, malas e vernizes. Visitaram-se lojas de lingerie, mas as mais procuradas eram as ourivesarias em busca de aneis de noivado e alianças. Viam-se, escolhiam-se, comparavam-se preços. Nunca me tinha acontecido nada semelhante, mas pensei para comigo: de facto não somos assim tão diferentes umas das outras e há coisas que só podem estar na nossa natureza, ou melhor, na nossa educação, mas uma coisa é certa, façamos o que fizermos sentimos que a nossa felicidade depende de certos rituais, passa por determinados passos que se dão, opções que se fazem. Nada mais é que o culminar de uma infância de filmes, de estórias encantadas, de telenovelas e o presenciar de outros que conseguiram concretizar estes sonhos. Foi um tempo simpático este, de conversas engraçadas, de momentos divertidos, de reencontro com o universo feminino. Ao contrário do que se pode pensar não se fala de homens, não se critica, apenas se louva a alegria de sermos mulheres e de que o querermos ser cada vez mais.
domingo, dezembro 16, 2007
Partilha
A vida a dois é tão bonita, tão especial. Sinto que as pessoas que se conseguem abandonar uma à outra e se transformam numa só, sem, naturalmente, perderem a sua individualidade, experimentam já o paraíso na terra. Olharmos para o lado e sabermos com o que podemos contar, estendermos a mão e sabermos que será agarrada, deixarmos cair a lágrima que será amparada por aquele alguém.Na vida a dois temos a partilha da vida, do mundo, do momento e do amanhã. Nada é imposto, nada é obrigatório, tudo é gratuito. Tudo o que fazemos é porque queremos, parte de nós, fazemos por gosto, com gosto, com brio. Em mente temos o nosso próprio bem estar, temos a alegria e a realização da nossa cara metade. Acredito que assim os dias são mais felizes e as noites mais tranquilas. É a serenidade dos amantes envoltos em aveludados tecidos raros, que partilham o farto banquete das delícias que aparenta estar ao alcance de todos, mas só está eternamente reservado àqueles que o merecem. Eu quero-o para mim.
sexta-feira, dezembro 14, 2007
Momentos
Poucas alegrias há maiores que esta. Nada é comparável ao dom da vida. É de facto o milagre mais extraordinário ao qual assistimos e que raramente o vemos como tal. Que bom que é saber que ele é possível e real. Que bom que é depararmo-nos com momentos como este, que nos fazem esquecer desgraças e nos preenchem o coração de alegria e esperança.quarta-feira, dezembro 12, 2007
(Não) Viver (Não) Pensar

terça-feira, dezembro 11, 2007
A fonte do saber

Não sei onde está. Também não sei se quero saber. Gostava de me encontrar com quem me pudesse tocar com aquilo a que já sobreviveu, me abrisse os olhos no dia em que por vontade própria eu os deixasse fechar, me mandasse um encontrão quando eu fosse descaradamente pôr o pé na poça, me desse o estalo que me acalmasse no dia da esteria e do descontrolo. É bom termos quem nos abane. Sempre fui da opinião de que esta passagem por cá é mais difícil quando nos vemos sozinhos e isto porque há tanta coisa que nos passa ao lado e que alguém nos pode mostrar. Assim só podemos ser pessoas melhores. E esse livro dos insaciáveis também não é para mim. Quero que os meus olhos, que os meus lábios, que o meu corpo, que o meu tacto, que o meu pensamento sejam desafiados e desafiem. Só assim passarei dos livros à prática, da conversa ao acto, da teoria à vida.
segunda-feira, dezembro 10, 2007
Destacados
sexta-feira, dezembro 07, 2007
Linda
quinta-feira, dezembro 06, 2007
Dodói

quarta-feira, dezembro 05, 2007
Gestos

segunda-feira, dezembro 03, 2007
domingo, dezembro 02, 2007
No final do dia

























