quinta-feira, março 06, 2008

My sweetest thing

O amor é a coisa mais doce que conheço.

quarta-feira, março 05, 2008

Vive comigo e dentro de mim


O que me importa é a verdade. Tudo o que a vida dá será influenciado por esta fidelidade e transparência. A vida sabe da nossa culpa ou da nossa desculpa. Porque nada lhe conseguimos esconder. E que bom é sabê-lo. Porque sei que a verdade sairá sempre vencedora. Ela merece.

segunda-feira, março 03, 2008

366 dias depois


Associo o número um a coisas boas. Um faz-me pensar em unidade, em único, em primeiro. Todos desejamos o primeiro lugar e na contagem decrescente quando chegamos ao um estamos numa enorme ansiedade e excitação na expectativa do que vem a seguir. Tantas expressões se referem ao um como o fundamental: por um se ganha, por um se perde. Por outro lado o número um é sempre o princípio de uma contagem: do zero sem valor, entramos na caminhada que nos levará ao um e ao dois e ao três e por aí fora. Pode parecer um número pequeno ou fraco, mas carrega em si a força e a energia dos fortes, todos têm de passar por ele para atingirem os seguintes. Por todas estas e muitas outras razões vejo neste primeiro aniversário o resultado de uma caminhada de doze meses, o investimento feito nestes 366 dias, o tempo dedicado ao longo de 8784 horas. Um primeiro marco atingido. O princípio de uma contagem que se deseja duradoura.

Momento kodak


Alguém chamou?

domingo, março 02, 2008

Encontrei indefeso


Apanhei indefeso e desprotegido por mero acaso. Fiquei na dúvida se o devia agarrar ou não, afinal todos tememos magoar uma coisa frágil à partida. Tomei-o nas minhas mãos e senti que começou a bater assustado, tremia ligeiramente. Despachei-me a acalmá-lo, disse-lhe que era uma pessoa de boas intenções, princípios e valores e que nunca lhe faria mal. Continuou descrente nas minhas palavras e batia aflito. Encostei-o ao meu peito em sinal de carinho e protecção na esperança que sentisse a verdade do meu coração. Neste acolhimento senti que suspirou e aliviou ligeiramente a tensão que sentia, apesar da atitude de desconfiança ser ainda uma realidade. Levei-o para casa comigo e ainda hoje o guardo numa pequena almoçada branca de veludo. Ele hoje dorme mais tranquilo, bate mais sereno e entrega-se nas minhas mãos.

sexta-feira, fevereiro 29, 2008

Avisos


E dos humanos? Ninguém alerta?

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

Eu fui!


Caiste na tentação e quiseste desvendar os segredos que o futuro tem para ti. Bateste com o nariz na porta. Ele estava e está lá à tua espera, mas não te podia dizer o que encontrarás e o que viverás porque nem ele próprio sabe. Sabe somente que tudo dependerá de ti e das opções que fizeres na vida. Dependerá da tua verdade, da tua teimosia, da tua capacidade de selecção, da aparente sorte e azar que usamos para caracterizar tantos momentos da nossa vida. Não há destino. Há caminho, há desafio, há investimento. Existes tu e aquilo que quiseres para ti.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Por detrás da cortina


Se o futuro te permitisse desvendar o que te reserva caias na tentação de lhe dar ouvidos?

terça-feira, fevereiro 26, 2008

Adoro finais felizes


Cheguei agora a casa cansada de mais um dia/noite de trabalho. Vinha disposta a cair redonda na cama e desta forma esperar pelo dia de amanhã e por aquilo que ele me reserva. Quando chego a casa tenho uma notícia à minha espera: o convite para o casamento de um casal amigo. Senti um misto de "já estava à espera, mas já?" difícil de explicar, mas possível de sentir. Nada os impedia de dar este passo, reunem todas as condições para darem este "sim" e têm em si a principal: o facto de se amarem. Fiquei feliz com o convite porque os amigos que escolhemos são como membros que gostaríamos que fizessem parte da nossa família e é das coisas mais gratificantes que pode haver, partilhar este momento de intensa verdade com quem importa. Contínuo a deitar-me cansada, mas deito-me mais feliz.

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

domingo, fevereiro 24, 2008

Partido

O copo partiu quando de um momento para o outro foi atingido sem quase se aperceber. O fino e caro cristal cedeu. Deixa de fazer parte da colecção da família, abandona os seus colegas de prateleira, diz "adeus" aos jantares demorados e às marcas de baton. Com uma pequena vassoura foi varrido e deitado ao lixo. Rapidamente caíra no esquecimento de todos e fora substituído. Uma mão cheia de anos ao dispôr, sem mancha, sem risco, sem reclamações... Em vão.

sábado, fevereiro 23, 2008

Sensualidades


Há bocas que prometem. Outras há que concretizam.

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Coisa ruim



Um retrato da mentalidade fechada portuguesa. Entre Deus e o diabo: a crença e a superstição Um filme que aconselho. Fica a dica para, ao que parece, um fim de semana chuvoso.

Momento


Conta-me uma história, dá-me uma rosa e enrola-me no teu abraço. Assusta que eterna possa ser só essa história que me contas porque a rosa pouco durará e dentro em breve murchará de velhice, fome ou sede. O teu abraço durará enquanto durar o momento. O perfume que me deixares durará uma meia dúzia de horas. O calor do teu corpo durará até eu arrefecer. Quando virares costas comigo ficará para sempre a história que partilhaste, ficará a recordação de mais um momento de entrega ao teu lado e ficará tudo o que sinto por ti.

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Visitada durante a noite


A meio da noite ela desejou ser visitada sorrateiramente por alguém que sem proferir palavra a conseguisse possuir só com o poder do olhar. Preparou-se com poupa e circunstância, afinal não é todos os dias que se espera receber alguém assim. Pôs-se como veio ao mundo, esticou-se para o poder receber e ali ficou à espera da sua chegada. À espera da sua visita. A janela ficara entreaberta para evitar qualquer obstáculo à sua vinda: tudo estava pronto, principalmente ela, que se colocara numa posição de total disponibilidade como nunca havia feito. Algum tempo depois ele chegou. Ela sabia que ele viria. Sentiu pela ventania repentina que a arrepiara de frio, era o momento da sua entrada. Sentiu a janela encostar novamente e abriu os olhos para os poder cruzar com os seus num momento que jamais podia esquecer. Voltou a fecha-los e entregou-se aos prazeres que lhe estavam reservados. Uma cama cheia de ofertas irrecusáveis. E ela não quis deixar de provar uma só que fosse.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Emaranhada

Detesto deixar coisas importantes para a última da hora, trabalhar sobre stress. Sai sempre qualquer coisa meia esquisita e às três pancadas, que olhamos com desprezo e da à qual não damos qualquer valor. Detesto que se brinque com o esforço e o empenho dos outros. Detesto que cada um não cumpra com aquilo que lhe compete. Há sempre alguém que sai prejudicado com isso.
Sinto-me emaranhada em tudo isto que detesto e não sei como sair daqui ilesa. Porque afinal, a culpa não é minha.

terça-feira, fevereiro 19, 2008

A enxurrada levou o meu trabalho de casa


Ontem entrei numa sala de aula e a professora da turma pediu-me dois minutos para terminar a tarefa que havia começado. Naturalmente de imediato lhe disse que estivesse à vontade e agarrei-me às minhas coisas para pôr em ordem aquilo que tinha para fazer. A professora pedia os trabalhos de casa aos alunos e perante uma aluna que não tinha para entregar desata numa chuva de insultos à crianças. Nestes casos, se eu pudesse, desaparecia. Não gosto de me meter no trabalho dos colegas, ainda para mais com quarenta anos a mais de serviço que eu. Num instante a criança diz tinha a minha prima em casa e não fiz os trabalhos. Pior a emenda que o soneto. Duplicou a carga de porrada psicológica. Baixei o volume, concentrei-me no que eu tinha para fazer e fiquei a conversar com os meus botões enquanto a cena não terminava. Nós temos sempre desculpa para tudo. Poucas são as coisas (ou as pessoas) que assumem que não fazem ou que não querem só porque esta é a sua vontade ou porque não se organizaram como era suposto para dar resposta a todos os desafios que aparecem. Um dos maiores problemas é mesmo a desorganização pessoal e má gestão do tempo. Os pais desculpam-se com os filhos, os filhos com os pais e com os cães que comem o trabalho de casa. As pessoas desculpam-se com a bebida ou com a droga que vicia. Com o mau e com o bom amigo. Com os olhos azuis da rapariga ou com o matulão que piscou o olho. Atiram-se as culpas ao vizinho de baixo ou à publicidade enganosa, à Igreja e a Deus. Todos têm culpa, menos nós, que nascemos à partida ilibados. É uma verdade que muita coisa não depende de nós e que somos vítimas de injustiças, mas nas outras tantas vezes somos nós os responsáveis e só não viramos as costas se não pudermos. A senhora professora até tinha razão: a miúda teve um fim de semana inteiro para fazer face à sua tarefa (Sexta, Sábado e Domingo), perdeu-a pela forma abrutalhada e desordenada com que a chamou a atenção e pelas ofensas pessoais que proferiu. Começamos cedo com desculpas mais ou menos esfarrapadas. Elas surgem na esperança da consequência à nossa falha ser minorada e, quem sabe, perdoada depois de explicarmos o nosso porquê. Aterrei novamente naquela sala de aula quando a professora me diz faça favor, obrigada. Sorri-lhe e agarrei no meu material. Os ombros encolhidos endireitaram-se, levantaram-se os bracitos que queriam participar. Começou a aula.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

domingo, fevereiro 17, 2008

A perfeiçao


Se a perfeição existe? É claro que sim, isso nem se pergunta. A perfeição existe num momento, existe numa pessoa, existe numa qualidade ou num gesto que apreciamos, existe na medida em que temos definido um determinado critério e nos encontramos com aquilo que temos como maior. É natural que o que é perfeito para mim não o seja para ti e ainda bem que assim é. É da maneira que todos nos encontramos com o que consideramos perfeito e aos poucos nos realizamos de formas diferentes, em campos diversos, em espaços variados e com as pessoas certas. Muitos, com medo de se encontrarem com esta perfeição, impõe critérios altíssimos, efectivamente impossíveis de atingir. Esses carregam o vazio dos infelizes que por medo e só por medo tratam de criar barreiras intransponíveis e se fecham ao que de melhor a vida nos pode dar. Faz tudo o que puderes para que tudo em que tocas e por onde quer que passes seja perfeito. Aplica a tranquilidade necessária, evita a ambição desmedida. Sê razoável. Sê perfeito.

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

É pegar ou largar


Ontem dizia-me uma voz ligeiramente mais sábia e mais vivida que a minha: para a maioria das pessoas o problema das opções tomadas não está na opção que fizeram (como poderão argumentar ou poder-se-ão iludir nesse sentido), mas reside naquilo que deixaram de lado e desconhecem. É isso que realmente as atormenta porque sabem pelo que se decidiram, mas não sabem o que à partida recusaram com aquela opção.