quarta-feira, setembro 05, 2007

Aceita, é teu


Primeiro dia: dúvida, insegurança, aperto no estômago.
Primeira semana: reecontro, sorriso, tentativa.
Primeiro mês: alegria porque esse já foi conquistado, investimento, consolação.
Terceiro mês: reconhecimento, certeza, felicidade.
Meio ano: confirmação, tranquilidade, projecto.

Ontem, hoje e sempre.

terça-feira, setembro 04, 2007

Decide-te

Tu até podes não saber o que queres, andares baralhado, confuso e perdido. Mas pelo menos que saibas aquilo que definitivamente não queres na tua vida.

segunda-feira, setembro 03, 2007

domingo, setembro 02, 2007

A queimar os últimos cartuchos


Doces e irresistíveis momentos, naquele que foi o último dia de férias.

sábado, setembro 01, 2007

Deita-te aqui comigo


Deita-te aqui comigo. Sabes como me sinto confiante quando arrastas o teu braço forte para perto de mim e me tomas num abraço como jamais tive igual. Não me deixes aqui abandonada ao frio quando sabes que tens tanto para me dar e eu tanto para te oferecer. Saiste só porque me querias ver de longe, apreciar a forma que o meu tomou depois de teres aparecido. Julgo-o igual, mas tu dizes que não. Acha-lo mais irresistível, sedutor. Talvez tenhas razão. Aos teus olhos sou e serei o que tu também fizeres de mim, fizeres por mim. Gostas de me fazer esperar, por isso permaneces aí como um bom felino ou ave de rapina aguarda pela sua presa, a diferença é que eu quero esse ataque, aguardo por ele. É díficil suportar esse teu olhar, sou incapaz de te enfrentar. Nesta luta entre titãs sou o elo mais fraco. Estou a arrefecer, já pensaste na quantidade de coisas que estamos a deixar de viver só porque e apetece estar aí. Eu sei que não vês as coisas assim, para ti este compasso de espera alimenta a tua fantasia e aquece-me sem que ainda sequer me tenhas tocado. Ficas silencioso, comunicas só com a respiração. É impressionante a quantidade de coisas que me dás a conhecer sem proferires uma só palavra. Aumenta a ansiedade, por isso escondo a cara na minha almofada. Não sei se por vergonha, se para melhor respeitar o espaço que pedes e não te agarrar.

Quando menos espero, eis que vens de mansinho, como esse felino que se esconde entre as ervas secas e surpreende a presa. Tudo deixa de ter importância naquele momento. Só agora consigo dar valor àquela pausa. Tinhas razão.

sexta-feira, agosto 31, 2007

Obrigada


O meu profundo agradecimento a este melhor amigo pelo texto que deixou fluir e que não podia melhor retratar aquilo que fomos e somos. Menina

quinta-feira, agosto 30, 2007

Ausência


Indivíduo que abandona o local em que se encontra. Ausência é um lugar vago que fica, é um sofá vazio, uma cama fria, um silêncio repentino. O apagão acontece, as paredes gelam, os olhos fecham, a lágrima seca e o grito cala-se porque já não vale a pena, porque já não faz sentido, se não para aliviar a alma do presente. Depois do desaparecimento a fome, a sede, o arrepio quando se constacta que a distância entre o tudo e o nada se faz num ápice. Depois da ausência começa a busca dos que acreditam que vale a pena esperar. Sobrevivem da promessa de que em breve conquistarão a abundante ceia dos eternos teimosos que enquanto sentirem uma réstia de esperança, não a largam, não a abandonam, não permitem que também ela se ausente. Até lá, fica a firme aparência do corpo morto e arrastado que se estende entre dois lençóis gastos e comidos pela traça. O acto da ausência trouxe o efeito desesperado do desânimo. Às vezes é preciso cair, bater no fundo, bem no fundo, morrer por dentro para se renascer e começar do zero. Todos temos essa oportunidade. Diz o ditado que Deus fecha uma porta, mas abre uma janela. Como aprecio esta máxima...

E enquanto sucumbe envolto neste emaranhado que não desejava, entre dentes cantarolava, consumia aquela frase que acreditava ter sido escrita a pensar em si e na situação em que se encontrava. É a mania que temos de tudo transportarmos para nós e adaptarmos ao tamanho do nosso umbigo. É impressionante a capacidade escultora que temos para limar as arestas necessárias e alisarmos as curvas indesejadas, só para tudo encaixe no nosso pequeno mundo. Assim permitiu que as horas passassem e, embriagado de sono, deixou-se dormir embalado pela frase que um dia foi pensada, acreditava, a pensar em si. Haja o que houver eu estou aqui... Espero por ti.

quarta-feira, agosto 29, 2007

Etapas


Perfumei-me. Vesti-me a rigor, tirei o perfume e pu-lo.
Revesti-me. Preparei tudo, respirei fundo e enfrentei-o.
Preparei-me. Sabia ao que ia, sabia o que queria e vivi.
Surpreendi-me. Afinal não tinha a noção de tudo aquilo que era capaz de fazer.

terça-feira, agosto 28, 2007

Love at first sight

Uma imagem muito romântica do que é isto do amor à primeira. Um episódio muito interessante.

segunda-feira, agosto 27, 2007

Perspectiva


E desta perspectiva, gostas?

domingo, agosto 26, 2007

Juntos


Juntos estivemos numa manhã, numa tarde, numa noite, num dia que se passou e se foi construindo com calma, com amor, com respeito, com cooperação, com alegria, para nosso bem, para bem da nossa relação, para nossa satisfação, porque nos quisemos e nos queremos, porque faz sentido, porque vale a pena, porque nos encontrámos, porque é isto que desejamos...

Tantos são os porques e os porquês, os quandos, os ondes, os paras e os coms que impedem que o resumo aconteça, que o texto flua, que as ideias encaixem e a compreensão impere.

Nada interessa na fase em que apenas os amantes importam, na altura em que sentem que estão capazes de enfrentar a vida, de cabeça levantada e fazer face ao amanhã com o olhar fixo no futuro, de mão dada a quem mais precisam e o coração cheio de tudo. Os dias estão em fila de espera, um a um vão-se seguindo e anseiam que deles façamos o melhor que pudermos e soubermos para que eles sejam recordados com carinho e ternura. Um dia banal, um dia comum ou mal passado não deixa saudade a ninguém. Um dia especial dificilmente é esquecido. Assim foi este fim-de-semana.

Estivemos juntos.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Quando me conheceste

Conheceste-me numa altura em que eu não questionava o que se dizia, nunca tinha pensado na vida e qualquer tema me fascinava, principalmente aqueles que aparentavam ser mais profundos, de gente intelectual, importante e sabida. Assim fui-me abrindo ao exterior, fui enriquecendo como pessoa, fui colhendo tudo o que podia. O caminho era longo, tudo era tão novo e eu assemelhava-me a uma esponja que absorve quase sem filtrar. Digo quase porque nem tudo o me era vendido era comprado ao preço que se oferecia, também fui impondo uma meia dúzia de exigências na esperança de não ser atropelada abruptamente, sem dó nem piedade. Sabes, sinto falta daquele tempo e daquilo que éramos. Mudámos tanto: tinhas risco ao lado e usavas suspensórios, eu passarinhava-me de ténis e roupa dois números acima do meu porque ainda não reconhecia o meu corpo. Lembras-te das horas que passavam sem darmos conta e dos quilómetros percorridos só porque nos dava gozo? Com eles vinham as conversas que saltitavam, a partilha, as risadas incontroláveis fruto das babuseiras que algum deixava escapar espontaneamente.

Hoje não queremos fazer contas aos anos que passaram entretanto porque nos lembram o hoje. Não que ele nos desagrade, bem pelo contrário, estamos bem, somos uns felizardos, podemos dizer que temos quase tudo. É só que para trás deixamos a saudade daquele tempo descomprometido e hoje carregamos o peso e a responsabilidade que a idade transporta e em nós deposita. É a certeza de que não o voltaremos a ter, mas a alegria de o termos experimentado é tanta que vive connosco e, cada vez que nos vem à lembrança, nos rasga o sorriso e nos faz dar graças porque o que somos hoje é também consequência daqueles momentos que ontem, hoje e sempre estão eternizados nos nossos corações. Obrigada.

Fotografias


Informo que a maioria das fotografias aqui publicadas são retiradas do site www.olhares.com .

quinta-feira, agosto 23, 2007

Advogado do diabo


Este episódio é impressionante. Como é fácil entrarmos em tentação...

quarta-feira, agosto 22, 2007

O desconhecido


E tu, tinhas coragem para abrir?

segunda-feira, agosto 20, 2007

Deixaste-nos


O post de hoje é dedicado a este fiel companheiro que partilhou a nossa casa e a nossa vida durante seis anos e que hoje, vencido pela velhice, nos abandona e me deixa uma enorme saudade.

domingo, agosto 19, 2007

Num jantar a dois

Um jantar a dois, sem mais ninguém que distraia, com aquilo que ambos desejam. Tudo está bem, acaba bem porque tudo o que mais precisam está ali mesmo ao lado. Com aquela pessoa podem ser autênticos, genuínos sinceros. Dois garfos sobre a mesa aguardam os dois destinatários que já bem merecem aquele espaço, aquela oportunidade.

sábado, agosto 18, 2007

Atitudes

Quem espera sempre alcança, será?

sexta-feira, agosto 17, 2007

Um passado marcante


Não chores. Isto não é um adeus, é só um até breve. Até sempre.

quinta-feira, agosto 16, 2007

Gestos


Como uma criança que morde a manga da camisola de vergonha, encolhida nela própria.
Como um pequenino que não encontra coragem para qualquer coisa e desta forma empata tempo e concentra-se.
Como alguém que tem frio e procura uma maneira de se aquecer, de reunir todo o calor possível para se sentir mais confortável.
Um gesto tão familiar e tão significativo. Tão simples e tão revelador.