
terça-feira, julho 17, 2007
segunda-feira, julho 16, 2007
domingo, julho 15, 2007
sábado, julho 14, 2007
Amores que reflectem

Como é bonito e sincero este amor, que no rosto reflecte o que vai na alma e no corpo a harmonia e a leveza que só esta novidade pode trazer. Feliz de quem reflecte o que sente. Feliz de quem se deixa contagiar por quem assim o rodeia, sem inveja, sem maldade... Abraça a satisfação deste melhor amigo e congratula-se por estar também ao seu lado.
sexta-feira, julho 13, 2007
Português como Língua Estrangeira - episódio II

- Isso mesmo, andar. Mas eu ontem vi outra palavra, não me lembro qual... P... P...
- P...? Não me ocorre nada, não me lembro de nenhum sinónimo.
- Eu subi nas escadas rolantes e li p... mas esqueci-me, queria muito perguntar-te.
- P.... P... Piso? Foi piso que viste?
- Isso mesmo!!! Piço, piço! - a alto e bom som, como a qualquer italiano que se preze, não vá alguém não perceber que acabara de aprender uma palavra nova.
- Angélica, não... Ouve com altenção pizo, pizo. Repete, pizzzzzzo.
- Pizo, oh meu Deus, mas o que disse eu?
- Pois, disseste exactamente aquilo em que estás a pensar. A língua portuguesa pode ser traiçoeira, estamos sempre a aprender, mas não te preocupes ninguém ouviu.
- Ah, estou tão envergonhada... E ainda por cima estamos no corredor e eu falei tão alto.
- Já passou e estou certa que destas palavras nunca mais te esquecerás.
quinta-feira, julho 12, 2007
Mitos desfeitos
quarta-feira, julho 11, 2007
De provar e chorar por mais
Cedo percebi quão belo é o corpo de uma mulher. Senti-o no dia em que ela se deitou nua e me pediu somente que a contemplasse e ali permaneci como uma criança que não sabe o que há-de fazer. Deixei-me ficar como ela me pediu e nunca mais fui o mesmo.terça-feira, julho 10, 2007
Há dias assim

segunda-feira, julho 09, 2007
Sim, aceito.
Ontem deram o sim que se quer definitivo. Entre lágrimas de alegria e outras que antecipam a saudade e gotas de suor que corriam pelas faces sorridentes, lá se trocaram juras de amor eterno, salgadas pelas expressões dos corpos que não continham o que sentiam. As alianças reluziam a paixão que ambos ainda sentiam fruto da intensidade do momento e do concretizar de um sonho de infância. Para trás ficava a insegurança dos jovens que não suportam a ideia de nunca encontrarem uma cara metade e de permanecerem na solidão para todo o sempre. O sentimento de pertença aquecia os seus tenros corações que progressivamente descansavam da luta dos últimas meses, do esgotamento dos preparativos, do receio de que alguma coisa pusesse em causa o dia que se quer o mais feliz das suas vidas.Por todo o lado se espalhavam sorrisos e olhares. Os convidados passeavam-se orgulhosos das suas vestes, encantados com os penteados. Parecem efémeros momentos de fama, comparáveis aos mais nobres eventos de Hollywood, em que as passadeiras vermelhas se preparam para receber as mais ilustres personalidades. Brilhos e brilhantes iluminam os espaços calcados por finos saltos altos que na sua maioria desaparecem mal se tira a fotografia com o feliz casal contemplado a viver um verdadeiro conto de fadas.
Gostei de lá ter estado. Gostei do que vi. Gosto e sempre gostei de acreditar que o amor é possível. Ele será aquilo que vocês quiserem, será o que fizerem por ele. Felicidades aos recém-casados.
sábado, julho 07, 2007
Contributo de uma amiga
Este é dos compromissos de que mais me orgulho de ter abraçado e desejo honrá-lo com toda a dignidade e fidelidade, porque o mereces, porque com relações como estas a vida é mais fácil e mais cor-de-rosa.
sexta-feira, julho 06, 2007
Evaporações
Bem vindos sejam os dias quentes. Já sentia falta do calor que só nos faz pensar em coisas frescas. Lá ia ela hoje de saia vermelha ao sabor do vento, parecia solta, como há muito não se via. O sol tocava-lhe suavemente na pele branca como se de um beijo se tratasse. Um beijo daqueles que acontecem, aquecem e nos confortam. O vento passeava-se leve, ondulava o seu cabelo e acariciava o corpo descoberto. Caminhava de passo apressado e pesado, mas o conjunto que a rodeava dava-lhe o ar simpático de quem flutua, de quem não se deixa agarrar. Tudo passa por ela, tudo lhe toca, mas nada a possui. A poça pela qual tinha passado de manhã cedo, à tardinha não passava de uma mera irregularidade do pavimento. Imagina aquela água deixa-se evaporar pelo abrasador sol de verão que dava o ar da sua graça. Como lentamente se via sem hipótese de resistir a tanto charme. Foi consumida sem perceber como. Abandonou aquela forma líquida, para se dissipar na atmosfera e fazer parte do nosso quotidiano noutro estado. Não se sabe se terá oferecido algum tipo de resistência, é possível que sim, porque uma entrega desmedida daquelas não acontece por acaso. Talvez lhe tenha sido proposta uma vida eterna em forma de gotícola transparente a quem tudo será possível, sem barreiras ou segredos. Quem sabe até um encontro misterioso com aquele que a transformou e que vive no seu imaginário. Ou então deixou-se levar sem questionar, tal não era a confiança que tinha naquele calor que a abraçava e a elevava embalada. Certamente fechou os olhos, apagou da memória os medos e lançou-se nessa aventura. Ia abraçada, ninguém tem medo de se deixar levar por quem abraça calorosamente e firma uma posição inquestionável.Se também ela tivesse essa proposta de subir até às nuvens e por lá permanecer até ser desejada, provavelmente também aceitaria o desafio. Mas ela deixaria o rasto vermelho da sua saia que se deixa sacudir ao sabor do vento. A paixão que se arrasta e deixa um irresistível aroma a morango, doce, muito doce.
quinta-feira, julho 05, 2007
Com o coração nas mãos
Assim nos vemos tantas vezes: com o coração nas mãos. Este pobre órgão vital para a nossa existência e consequente habitação no planeta terra anda numa roda viva constante de apertos e inseguranças. Aquele que melhor devia ser tratado, com honras de realeza e protocolos cumpridos a rigor é alvo de sufocos e dos piores e mais crueis maus tratos.Não percebo como é que uma pessoa que diz gostar de outra é capaz de deixar escapar propositadamente e com alguns instintos de maldade uma palavra ou frase indesejada que sabe que não trará indiferença. Aquela palavra dita trará dor, sofrimento e desconforto, mas este amante, envolto no seu orgulho e superioridade, não deixa de a(s) proferir, lúcido da inevitável consequência pouca própria. Que força é esta que nos cega e nos absorve, desviando-nos de tudo o que é razoável e seria desejável?
quarta-feira, julho 04, 2007
Efémero

Estas coisas do coração têm muito que se lhe diga. Nada é certo ou eterno, ninguém se oferece desmedidamente ou em troca de muito pouco. Neste jogo que se quer gratuito são altos os valores apostados e muitos aqueles que se endividam sem terem como suportar as crises vindouras. A verdade é que as outras opções não nos são mais felizes - uns encurralam-se em carapaças de vidro que estalam com cada pedrinha atirada, outros penicam aqui e acolá, mas mantêm a almofada ao lado vaga e fria.
Na fragilidade dos momentos fica a consciência tranquila de quem tudo dá porque assim deve ser, porque é isso que o seu coração pede. Se sim, se não, só o futuro o dirá...
terça-feira, julho 03, 2007
segunda-feira, julho 02, 2007
Hungry eyes
domingo, julho 01, 2007
sábado, junho 30, 2007
sexta-feira, junho 29, 2007
De uma amiga
Partilho o texto de uma grande amiga, que num momento de silêncio deixou que o seu coração gritasse o que sentia:Finalmente encontro-me nesta casa onde deixei há muito as recordações da minha infância… Este lar onde cresci, deitada nesta mesma cama de rede olhando para o mar, para o sol nascido… para o sol posto…
E aqui estou eu… repousando, relembrando… sinto algo a percorrer-me o rosto… uma lágrima que arrasta recordações, ternura, saudade… Um sentimento mágico percorre o meu corpo aqui e agora… estas paredes sabem todos os meus segredos, os meus anseios, os meus medos, as minhas alegrias, a minha vida – feliz, talvez.
Aqui regresso esperando dias melhores… ao longe vejo o Mundo em movimento, o tempo que não pára para tanta gente apressada… Não, não é essa a minha vida! Preciso parar com o tempo, viver o que me resta com quem me faz feliz, nesta cama de rede onde vejo o sol a despedir-se de mais um dia agitado… algures, bem longe da minha memória… Aqui fico até encontrar um Mundo que me abrace e que me faça sentir amada como fui, como sou neste aconchego…
Ao abrir os olhos temo o que me espera… acordar de um sonho… um Mundo renascido, novidade talvez…
Obrigada :)
Smarties
quarta-feira, junho 27, 2007
Encantos

terça-feira, junho 26, 2007
segunda-feira, junho 25, 2007
Gulodices
domingo, junho 24, 2007
Momentos Fnac...

sexta-feira, junho 22, 2007
Fica comigo...

Que nada fique por dizer. Que os corações libertos, respirem a alegria de terem partilhado o que de mais bonito fizeram brotar.
quinta-feira, junho 21, 2007
Becos com saída
quarta-feira, junho 20, 2007
Bom dia alegria!

terça-feira, junho 19, 2007
Na pausa para o café

Momentos pausados sem companhia, mas onde o reencontro com o eu é possível. Silêncios instalados num balcão ou numa mesa de um café ainda molhada do pano que o empregado acabou de passar rapidamente, atirando com violência as migalhas para o chão. Um trapo velho que limpa os restos das conversas que ali se deram e espera que pouco ou nada reste para que um novo começar possa ter o seu tempo e o seu espaço. Sobras adocicadas e marcas dos copos vazios fazem lembrar o que ali se passou.
Olhares que se evitam com receio das mensagens ocultas que se transmitem ou com medo de más interpretações. Estranhos que alimentam os seus vícios ou saciam os seus corpos ao ritmo a que foram habituados. Moedas que saem das carteiras e trocos que acabam nos bolsos por uma questão de poupança temporal.
Situações quotidianas que passam por nós sem que nos deixemos tocar particularmente por elas, mas que não deixam de marcar mais um dia, mais uma rotina.
segunda-feira, junho 18, 2007
Identidades

domingo, junho 17, 2007
Amélie Poulain
sábado, junho 16, 2007
Vigilante
Sinto-me tão pequenino e frágil. Os meus movimentos são todos condicionados pela pouca energia que tenho e pelo ínfimo controlo sobre os meus membros. Fecho os olhos constantemente porque não os aguento dispertos para o mundo durante muito tempo. Há muita informação à minha volta, não a consigo processar toda. A vida gira a uma velocidade alucinante, mas eu sinto que não a consigo acompanhar como gostaria. Sinto-me perdido nesta imensidão... Não percebo porque fui obrigado a abandonar o quente e acolhedor ventre da minha mãe para enfrentar a frieza das manhãs invernosas ou o stress acumulado de um final de tarde impaciente e rezingão.Contudo, aprecio a forma como constantemente me sinto observado, é como se algo superior me acompanhasse. Não sei o que é, só sinto um firme e caloroso olhar que não me abandona e a brisa fresca de um bater de asas que me perfuma e me alivia. Não sei onde estás, nem quem serás, mas sonho com o dia em que me possa impôr à fraca vontade do meu corpo em construção e me possa virar para ti e contemplar-te. Tenho tanto para te agradecer. Vejo-te nos meus sonhos mais profundos, apareces-me como uma bonita visão que me faz sentir mais seguro e certo de que nada me fará mal porque tu estás aí, de olhos atentos a quem por mim passa e me toca.
Certa companhia que sempre desejei. Obrigada por me fazeres tão feliz.
sexta-feira, junho 15, 2007
Folhas
quinta-feira, junho 14, 2007
Numa tarde de Primavera
quarta-feira, junho 13, 2007
Sabores

Numa tenra tentiva de tudo provar
Envolta pelo impulso dos sentidos
Procurei nos meus desejos mais escondidos
Inesperados encontros numa mesa de jantar
Preciosos frutos do mar e da terra
Que a Natureza escolheu propositadamente
Mas nem toda a gente
A procura, a experimenta e a encerra
Línguas que tocam e exploram a medo
Percorrendo texturas e degustando iguarias
Que permanecem na memória por diversos dias
E que desejamos não terminem num gosto azedo
Tanta coisa ou tão pouca
Saboreada por quem se aventura a tal
Aceitando o desafio de um momento divinal
E que assim conhece o mundo, desta forma louca
terça-feira, junho 12, 2007
Escada sem corrimão

É uma escada em caracol
E que não tem corrimão.
Vai a caminho do Sol
Mas nunca passa do chão.
Os degraus, quanto mais altos,
Mais estragados estão,
Nem sustos nem sobressaltos
servem sequer de lição.
Quem tem medo não a sobe
Quem tem sonhos também não.
Há quem chegue a deitar fora
O lastro do coração.
Sobe-se numa corrida.
Corre-se p'rigos em vão.
Adivinhaste: é a vida
A escada sem corrimão.
Diálogos pela manhã
domingo, junho 10, 2007
De volta...

quinta-feira, junho 07, 2007
Pelos caminhos de Portugal...

Aqui vos espero no próximo Domingo. Deixo os votos de um excelente feriado e fim de semana. Até sempre...
terça-feira, junho 05, 2007
Vestida para amar

Posto está o vestido vermelho que ela escolheu para ti. Faz por merecê-lo. Fá-la feliz.
Luz condutora
segunda-feira, junho 04, 2007
Requintes
domingo, junho 03, 2007
sexta-feira, junho 01, 2007
No dia da criança
Indignada

Eu não aconselho este filme a crianças com menos de 9/10 anos. Se tiverem oportunidade de o visualizar façam-no, como cidadãos que são, e vejam aquilo que querem dar às nossas crianças.
http://www.sociedade-civil.blogspot.com/
quinta-feira, maio 31, 2007
quarta-feira, maio 30, 2007
Make a wish

Sentimo-nos separados do mundo a preto e branco que nos rodeia, pode ser que a nossa cor os contagie ou que se deixem tocar pelo simples e astuto desejo de eu ser tudo e de seres tudo em cada coisa que fazemos ou tocamos.
O fino vestido que te cobre salienta a perfeição das tuas formas e a brancura da tua pele. Esse revestimento apetecível que tens guardado só para mim, para aquele que um dia te encantaria como num conto de fadas.
Observas-me ternamente. Nessa imensa contemplação murmuras-me aquilo que nunca acreditei que me pudesse ser comunicado:
Pede um desejo.
Quando quiseres.
Onde quiseres.
Como quiseres.
terça-feira, maio 29, 2007
segunda-feira, maio 28, 2007
Message in a bottle

Pedidos de socorro, numa praia perto de si...
domingo, maio 27, 2007
sexta-feira, maio 25, 2007
Dirty Dancing
Partilho uma das cenas mais fantásticas que o cinema alguma vez já criou. Palavras para quê... Ela fala por si...
Comida
Como comer uma maçã em três simples passos:2 - Depois de devidamente apreciada, e uma vez ganha alguma confiança e intimidade com a peça em questão, lave-a cuidadosamente, em água corrente. Seque-a, passando suavemente uma tolha ou folha de papel pela sua superfície.
3 - Uma vez já criada uma relação entre vocês, procure-a desejoso/a, com uma cresente água na boca, tal não é a ânsia de cuidadosamente a possuir. Trinque-a uma vez, duas, três... As que forem necessárias até que esta o/a satisfaça na plenitude. Terminada a tarefa, prossiga com a sua vida levando na lembrança este momento e no organismo esta refeição.
quinta-feira, maio 24, 2007
Quando se juntam

São olhares que comunicam só de se tocarem na brevidade de um momento.
São almas que se lêem sem pudores.
São pensamentos partilhados num mero suspiro.
São opiniões transmitidas numa expressão, num gesto.
Nada disto lhes passa ao lado. Conhecem-se e reconhecem-se nos nadas e nos tudos do dia-a-dia. Assim acontece, quando se juntam, nessas uniões perfeitas.
quarta-feira, maio 23, 2007
terça-feira, maio 22, 2007
Espelho meu, espelho meu

Espelho meu, espelho meu
Espelho meu, espelho meu
há alguém mais vazio do que eu? Eu que sempre que via o que não queria fechava os meus olhos e enterrava-me na minha escuridão. Eu que mal sentia a carência ou a privação, ignorava friamente.
Espelho meu, espelho meu
há alguém mais estranho do que eu? Eu que me acomodei ao que me era confortável, ao invés de conquistar diariamente. Eu que centrei o mundo no meu umbigo e me esqueci de tudo e todos que estavam à minha volta.
Espelho meu que me reflectes. Outrora confidente em tantas habilidades e feitos gloriosos. Sustentaste o meu ego quando me descobria para ti e me passeava. Hoje és o reflexo do falhado em que me tornei. Recordas-me aquilo que me aliciou, trazes-me um passado recente que alterou o futuro longínquo com que sempre desejei.





















