quarta-feira, agosto 01, 2007

10 coisas que odeio em ti

Eu adoro este filme. Esta cena é das mais lindas que alguma vez já vi, vejo-a e revejo-a vezes em conta. E porque é tão especial para mim partilho-a aqui, neste espaço que não é só meu, mas que espero que seja também de todos aqueles que mais ou menos assíduos acompanham o que vou postando. Obrigada.



Trancrevo também o poema:

10 things I hate about you

I hate the way you talk to me,
and the way you cut your hair.
I hate the way you drive my car,
I hate it when you stare.
I hate your big dumb combat boots
and the way you read my mind.
I hate you so much it makes me sick,
it even makes me rhyme.
I hate the way youre always right,
I hate it when you lie.
I hate it when you make me laugh,
even worse when you make me cry.
I hate it when youre not around,
and the fact that you didnt call.
But mostly I hate the way I dont hate you,
not even close
not even a little bit
not even at all.

Queres que defina saudade?


- Saudade? O que é a saudade? Todos os portugueses falam-me dela, mas não a compreendo.
- Boa pergunta. Acho que é das palavras de que mais nos orgulhamos de ter, como portugueses. Cada vez que nos falam dela os nossos olhos brilham e rapidamente saimos em defesa dizendo que não há palavras que a definam, é uma coisa que se sente, é indescritível. Por um lado continuamos no nosso saudosismo, por outro assemelhamo-nos a crianças que guardam um brinquedo precioso e raro, contentes porque até podemos não ter mais nada que realmente valha a pena, mas a saudade... Essa ninguém nos tira. Essa acompanha-nos em cada momento, no fado da vida. Mas este não se canta, vive no coração dos sonhadores, que olham o passado e o desejam como a mais nada, uma vez que o futuro não aparenta reservar nada que nos marque. Por isso perante o vazio do nada, temos o tudo que um dia já foi nosso, que nos marcou e nos alimenta. A saudade é o sabor insípido e desconsolado de quem sozinho não sabe para onde se virar, uma revolução estrangeira incapaz de se reconhecer na situação actual em que se encontra e vivendo a dicotomia entre a vontade desejada e o possível que é claramente insuficiente e mediocre. Saudade é a vivência de uma revolta interior porque não se compreende como é que o corpo não acompanha o ciclo natural das coisas e a mente teima em trazer de volta a terna lembrança daquela coisa boa, que hoje deveria ser uma mera recordação encurralada num baú decorado a pó e teias de aranha, com cheiro a mofo e que dá medo só de pensar na aventura de o abrir porque não sabemos o que nos reserva. Saudade é o suspiro que nos preenche os pulmões num silencioso desabafo de desespero, num grito que queríamos que nos aliviasse a alma, mas que é inútil. Enchemos os pulmões até mais não, até que nos doam, até que nos falte o ar, na esperança de que assim nos sintamos mais completos porque tudo em nós é a preto e branco, num morno assustador que ou nos dá para não reagirmos ou nos engrena num beco sem saída de aflição e tristeza. É a lágrima que se chora porque não se controla ou aquela que não é derramada, mas que o coração absorveu, numa impressionante tentativa de consumir o que perdeu. Saudade é um oh tempo volta para trás porque se calhar não demos o devido valor ao que tivemos, não demos o que podíamos dar, não dissemos o que podíamos dizer e hoje arrependemo-nos e custa-nos viver com isso, com essa triste realidade e incapazes de cortar esse cordão umbilical. Saudade é abraçarmos aquilo que perdemos com toda a verdade e o vigor do nosso coração, sem medo de deixarmos transparecer o que sentimos porque a sua ausência foi insuportável e o nosso orgulho vale nada. Só sente saudade quem ama, mas ama a sério porque se amou permitiu que aquilo fizesse parte do seu universo e, uma vez desaparecido, a dor daquela perda, daquela falha é incrivelmente dolorosa e dificílima de preencher. Isto é a saudade.
- Obrigada pelo sinónimo que me dás. Sim, sei o que ela é, já a compreendo. Ela também vive dentro de mim.

terça-feira, julho 31, 2007

Conta-me uma história

Conta-me uma história. Sim, uma história. Não te lembras de nenhuma? Não faz mal não estou interessada nisso. Só te pedi uma história, não custa assim tanto. Não quero saber se as personagens são verdadeiras ou fictícias, se te baseias em factos da vida real ou se te inspiras nos contos fantásticos e tradicionais. Conheces os meus problemas de insónia, habituaste-me em pequenina a deixar-me embalar pela tua imaginação fértil que se deixava levar em aventuras impressionantes. Ainda hoje sei de cor as aventuras daquele menino traquina que todos os dias aprontava alguma à coitada da professora primária ou os amores e desamores da menina das tranças pretas que tinha um esquilo como confidente Nunca te questionei sobre a sua veracidade, elas encantavam-me e eu vivia cada uma como se fosse minha e sempre admirei a tua capacidade de, do nada, fazeres o tudo e introduzires-me num sono leve e feliz. Os meus sonhos eram tranquilos, eu flutuava em nuvens de algodão doce e assistia de longe, como a uma boa espectadora compete, cada um desses episódios que se faziam brotar da tua cabeça e que não guardavas só para ti, eram meus também. Eram nossos, como um segredo que se quer silencioso. Hoje não me importa a idade que tenho, nem a tua disposição. Sei que as minhas noites nunca mais foram as mesmas e preciso de as reviver, preciso que me guies até ao sono profundo que amanhã fará de mim uma mulher mais feliz. Quem olhar para mim verá que transporto a alegria dos recuperados. Hoje não passo da coitada das olheiras que carrega o negro das noites mal dormidas e dos problemas mal resolvidos. Já não sou visitada pela menina das tranças pretas, ela hoje parece-me magra, de cabelo curto descolorado, já não me transmite a paixão das descobertas e a euforia das melhores amigas e das confidências contados debaixo da cama para que ninguém ouvisse. Os risinhos comprometedores deram lugar a um olhar vazio de quem já não tem nada para aprender e se sente esgotado da monotonia. As amigas deixaram de lhe falar e hoje caminha sozinha. Estranhamente (ou não) és aquela que menos mudou. O teu sorriso é o mesmo e, mais importante ainda, tudo o que prometes, cumpres. Não olhes assim para mim, detesto que sejas tão expressiva, mas adoro quando não escondes o que sentes, a tua verdade. Vá, senta-te aqui ao meu lado. O que tens reservado para mim hoje?

segunda-feira, julho 30, 2007

Rosas para a minha rosa

Pequenino botão de rosa que colhi, perdido no meio de tantas folhas e flores: umas já secas, outras viçosas e cintilantes, mas tu eras claramente aquela que mais despertou a minha atenção. Talvez nem sejas a mais bela, a mais apelativa à primeira vista, mas és aquela que mais promete, que mais me desafia. Por isso te tomei nos meus braços. Cuidadosamente cortei o elo que te ligava às raizes que te criaram e fizeram de ti o que és hoje e trouxe-te comigo. Pode parecer um acto egoísta da minha parte, roubar-te de quem te viu nascer, mas não podia deixar-te lá, é como se não consegui seguir sem ti. Fiquei tocado pela tua cor, pelo aroma que emanavas e me cativou. Não te queixaste quando te separei das tuas origens. Esse caule que sempre te alimentou derramou uma pequena lágrima. Não sei como a interpretar: se a saudade que já sentia da tua presença, se seria fruto da alegria de quem gerou e vê partir na esperança de que vá para melhor. É o que todos desejamos, que esses passos decisivos sejam mudanças felizes, sinónimos de realização e encontro. Quero crer na minha segunda hipótese, talvez seja mais uma manifestação do meu egoísmo humano, de quem se quer ver livre de responsabilidades e pesos de consciência, pois então que seja...

Vieste comigo, sentia um olhar fixo em mim, de quem nem pestaneja. Não sei se esperava uma resposta, se simplesmente me contemplava, só sei que aquele olhar acompanhou-me todo o caminho e eu fui incapaz de proferir uma única palavra. Voltei a tomá-la nos meus braços e suavemente levei-a até casa. Refrequei-a, deixei-a à vontade, quis que se sentisse confortável, que se sentisse em casa, na sua própria casa. Ela nem sonhava com aquilo que a esperaria, nem eu o revelei. Coisas há que têm outro sabor quando são descobertas. Adoro surpreender.

domingo, julho 29, 2007

Prometida há muito tempo...

Se eu voltasse atrás
Por minha vontade
Trocava alguns anos desta vida
Por um só dia na tua idade
dedicada ao meu cunhado

sábado, julho 28, 2007

Uma verdade inocente

Sabes, sempre gostei de ti...

sexta-feira, julho 27, 2007

É pegar ou largar


Porque há oportunidades que dificilmente se repetirão, pessoas que poderão desaparecer, vivências que virão semelhantes, mas nunca iguais. Por isso (e porque há para vários gostos e feitios):

- olha - mede - pesa - reflecte - observa - pensa - escolhe - actua
OU
olha - actua - pensa

quinta-feira, julho 26, 2007

Bed of roses


Um dia como no conto de fadas
Dormias tranquila, cerrada em ti
Sempre muito céptica às histórias encantadas
Ou a seres fantásticos tranzidos por um colibri

Vestiste esse traje branco, imaculado
Caminhaste sozinha sem parar
Mas nem imaginavas quem caminhava ao teu lado
Surgiu do nada, como se viesse do ar

Olharam-se e nenhuma palavra foi proferida
Nenhum sorriso trocado
Cada um rebobinava o filme da sua vida
Ficaram estáticos por um bom bocado

Foram minutos intensos e dolorosos
Caras sisudas sobre pernas trémulas
Nenhum compreendia o gozo
Dos olhares fixos e das conversas nulas

Acordou estava sozinha
Não passava de um sonho bom
Não se importou, sentiu-se rainha
Desejou que isto fosse um presságio
Mas duvida ter esse dom

quarta-feira, julho 25, 2007

Olho bonito


Menino do olho bonito,

não sei se elogie, se guarde em silêncio, se tranque atrás da porta do meu quarto ou feche num baú e engula a chave. Olhar firme e sério, outras tão cheio de tudo, tão brilhante e incomparável. Assim são os olhos que espelham o que vai na alma. Quantas maravilhas se partilham nessa troca perfeita, que tantas vezes evito porque à sua frente fico nua, impotente em esconder o meu brilho, a minha alegria, incapaz de lhe resistir.

terça-feira, julho 24, 2007

Fresca


Segui o teu conselho: enfiei-me na banheira e por lá fiquei de molho de olhos fechados, a pensar em nada. Isto de se dizer que as mulheres estão sempre a pensar em qualquer coisa não é necessariamente verdade, dou por mim muitas vezes de cabeça vazia, forço-me a isso, acho que me faz falta. Alturas há em que quanto mais pensamos mais complicamos, pomos hipóteses descabidas e quando damos por nós são depressões e choros e sabe Deus mais o quê.

Ontem estive com esta amiga que me dizia estar nesse estado depressivo. Eu nunca a ouvi dizer outra coisa que não isto e conhecemo-nos há onze anos. "Olha, estou com uma depressão". Não compreendo o porquê de uma rapariga na situação dela sentir-se bem em viver neste constante estado de inquietude e desilusão. Questionei-me de imediato qual seria a origem de mais uma depressão: tem trabalho, é convenientemente remunerada pelo que faz (não é certamente um avantajado ordenado de fazer cair o queixo e tudo mais o possível, mas para uma profissional estagiária, em início de carreira, a correr o risco de receber nada - que é o que é suposto infelizmente - nem me parece mesmo nada mal), tem uma família estável, conforto, um namorado incansável, que gosta dela até mais não, têm prespectivas futuras felizes, tem saúde, resumindo e concluindo, tem tudo. Acho que falta o principal: gratidão. Se ela efectivamente valorizasse o que hoje é seu, o percurso feliz que tem caminhado e o futuro que a espera e que espera que ela o abrace de sorriso rasgado para também ele lhe sorrir, ela certamente não entraria nestas crises desnecessárias e inúties, esgotantes para ela, que é tão jovem, e para os que a rodeiam que um dia poderão cansar-se de tanto lhe dar e de ver como nada é suficiente, nada satisfaz. Olhamos para o lado e tanta gente vive privações, chora desgostos ou sonha com a saúde perdida. Enfim, cada um saberá de si...

Depois do banho e de mais um dia de trabalho assim me sinto: fresca e, espero, descomplicada.

segunda-feira, julho 23, 2007

Dança do ventre


A origem da dança oriental que é uma das danças mais antigas do mundo e que combina elementos de diferentes países do Medio Oriente e Norte de África. Nos países árabes, esta dança é conhecida como Raks Sharki que significa literalmente, dança oriental. O nome "Dança do ventre" começou a ser utilizado no século XIX pelos europeus que viajaram aos países exóticos em busca de novas culturas. Estes viajantes atribuíram este nome à dança devido aos surprendentes movimentos do ventre e ancas que não existíam nas danças europeias. (...) As mulheres mais talentosas na arte da dança eram apelidadas de odaliscas, e por vezes, quando finalizavam a dança nas celebrações ou durante o seu tempo livre, frequentemente reuniam-se dentro do harém e dançavam para elas próprias. As danças realizadas entre elas, eram um meio de escape, para poder suportar a vida de clausura que levavam dentro dos haréns nos quais viviam. Em alguns povos da antiguidade pensava-se que a fertilidade humana estava directamente relacionada com a terra. Às mulheres, que eram quem criava novas vidas, eram-lhes atribuídos poderes mágicos. O propósito destas cerimónias era trazer o poder das deusas à terra e favorecer a fertilidade. Hoje em dia, tanto no oriente como no ocidente, a dança árabe, também apelidada de bellydance, tem-se desenvolvido e popularizado. Actualmente existem muitas mulheres e homens ocidentais que se dedicam à práctica desta dança.
Salaam Aleikom

Acho esta dança deliciosa... Este fim de semana tive a oportunidade de assistir e, de facto, é fantástico observar a forma como elas se entregam àquela dança. É de tal forma envolvente que me sinto completamente impelida a experimentá-la. É claramente um projecto a realizar a curto/médio prazo e... Com tudo a que tenho direito!!! ;)

domingo, julho 22, 2007

Não tenhas medo

Se queres desabafar - fá-lo.
Se tens uma dúvida - pergunta.
Se tens um sonho - concretiza-o.
Se tens uma tarefa - executa-a.
Se tens um compromisso - honra-o.
Se tens uma idea - partilha-a.
Se tens uma preocupação - esclarece-a.
Se tens um problema - resolve-o.

Se te perdeste - encontra-te porque a construção do teu futuro está nas tuas mãos. Colherás somente aquilo que semeares.

sábado, julho 21, 2007

Ser adulto


Poucos adultos são capazes de:
- aceitar uma crítica;
- assumir uma culpa;
- ouvir um conselho.

Valerá a pena insistir?

sexta-feira, julho 20, 2007

O fruto proibido


Fidelidade? Isso é muito complicado. Sabes que eu como homem casado que sou já pensei nisso várias vezes. Tudo deve ser medido e pesado e, por isso, atribuído somente o peso e a importância necessárias. Alturas há em que a infidelidade é inevitável quando se cruzam duas almas gémeas e a atracção é fatal. Aí não há nada a fazer, temos é de nos deixar levar pelo impulso que sentimos e aproveitarmos a alegria de nos termos encontrado. Não podemos desperdiçar oportunidades.

Se me pesa a consciência? Nem pode... Primeiro porque a minha mulher nunca saberá e depois porque isto só acontece uma vez na vida. Sei que só estou casado há um ano e já o sinto contigo, mas não há mal nenhum em fazermos o que nos apetece, ela nunca descobrirá, não sofrerá e nós seremos felizes nos braços um do outro. Depois cada um vai para seu lado e prosseguimos com as nossas vidas como se nada fosse. E digo-te mais: é bem pior a traição enquanto namorados do que depois de casados. Porquê? É tão simples, porque o namorado pode sempre pôr um ponto final no relacionamento e o casado não, assumiu um compromisso e tem de o levar em diante. É um homem sem liberdade, logo sem hipótese de escolha, não pode voltar atrás.

Pensa bem no que te digo. Para quê resistirmos a esta vontade que nos une?

Eu ouço com cada teoria que até parecem duas ou três. Os argumentos que um caramelo é capaz de arranjar só para levar a melhor. Eu até fico estúpida...

quarta-feira, julho 18, 2007

Parabéns a todos os que fazem anos hoje


Hoje é dia de festa, cantam as nossas almas...

Esta ideia de reduzirmos o ser humano a uma alma é muito interessante. Somo-lo de facto, mas estas almas rouxinantes, são muito mais do que isso, são também um corpo que canta, que sofre e que ama, que transpira, que deseja e que reage. A todos os que pela primeira vez sentiram o toque na sua pele neste dia e pela primeira vez foram abraçados e sentiram o quanto é extraordinária a sensação do acolhimento de dois braços que amam e por isso acolhem, os meus parabéns.

Somos já todos vencedores porque alguém nos desejou e, acima de tudo, permitiu que hoje cá estejamos e possamos fazer outros felizes.

Quem quer?


Há para todos os gostos e feitos, cores, tamanhos e sabores. Basta encontrarmos entre tantos que passam por nós ou que passam e permanecem, aquele que tenha a côr complementar à nossa. O problema é sabermos qual a tonalidade predominante cá dentro, para identificarmos a existente do outro e fazermos a combinação perfeita. Houvesse uma ou outra senhora vendedeira, regateira do amor que exibisse uma panóplia considerável de dons que nos facilitassem a árdua tarefa da busca daquele que se quer eterno. Como não as há, cabe a cada um esse trabalho e aos dois a construção e manutenção do que já foi conquistado.

terça-feira, julho 17, 2007

Já agora...

Aproveito para explicitar que pouquíssimos são os posts que directamente têm a ver comigo ou com a minha vida pessoal. Um ou outro são fruto de alguma experiência, mas nesses casos faço questão que isso fique bem claro. Todos os outros são reflexões sobre o quotidiano, um ou outro pensamento que paire pela minha cabeça ou apenas aquilo que as fotografias me sugerem. A maioria é resultado daquilo que as imagens me transmitem, no fundo é procurar o casamento perfeito entre a fotografia e o comentário e/0u texto que a possa complementar. Obrigada.

Lábios que prometem


Já pensaste no que eles têm para te oferecer?

segunda-feira, julho 16, 2007

Às vezes apetece dizer


Hey kids leave the teachers alone!

domingo, julho 15, 2007

Desculpas


Queres mesmo saber se já fui à praia?