sexta-feira, julho 20, 2007

O fruto proibido


Fidelidade? Isso é muito complicado. Sabes que eu como homem casado que sou já pensei nisso várias vezes. Tudo deve ser medido e pesado e, por isso, atribuído somente o peso e a importância necessárias. Alturas há em que a infidelidade é inevitável quando se cruzam duas almas gémeas e a atracção é fatal. Aí não há nada a fazer, temos é de nos deixar levar pelo impulso que sentimos e aproveitarmos a alegria de nos termos encontrado. Não podemos desperdiçar oportunidades.

Se me pesa a consciência? Nem pode... Primeiro porque a minha mulher nunca saberá e depois porque isto só acontece uma vez na vida. Sei que só estou casado há um ano e já o sinto contigo, mas não há mal nenhum em fazermos o que nos apetece, ela nunca descobrirá, não sofrerá e nós seremos felizes nos braços um do outro. Depois cada um vai para seu lado e prosseguimos com as nossas vidas como se nada fosse. E digo-te mais: é bem pior a traição enquanto namorados do que depois de casados. Porquê? É tão simples, porque o namorado pode sempre pôr um ponto final no relacionamento e o casado não, assumiu um compromisso e tem de o levar em diante. É um homem sem liberdade, logo sem hipótese de escolha, não pode voltar atrás.

Pensa bem no que te digo. Para quê resistirmos a esta vontade que nos une?

Eu ouço com cada teoria que até parecem duas ou três. Os argumentos que um caramelo é capaz de arranjar só para levar a melhor. Eu até fico estúpida...

quarta-feira, julho 18, 2007

Parabéns a todos os que fazem anos hoje


Hoje é dia de festa, cantam as nossas almas...

Esta ideia de reduzirmos o ser humano a uma alma é muito interessante. Somo-lo de facto, mas estas almas rouxinantes, são muito mais do que isso, são também um corpo que canta, que sofre e que ama, que transpira, que deseja e que reage. A todos os que pela primeira vez sentiram o toque na sua pele neste dia e pela primeira vez foram abraçados e sentiram o quanto é extraordinária a sensação do acolhimento de dois braços que amam e por isso acolhem, os meus parabéns.

Somos já todos vencedores porque alguém nos desejou e, acima de tudo, permitiu que hoje cá estejamos e possamos fazer outros felizes.

Quem quer?


Há para todos os gostos e feitos, cores, tamanhos e sabores. Basta encontrarmos entre tantos que passam por nós ou que passam e permanecem, aquele que tenha a côr complementar à nossa. O problema é sabermos qual a tonalidade predominante cá dentro, para identificarmos a existente do outro e fazermos a combinação perfeita. Houvesse uma ou outra senhora vendedeira, regateira do amor que exibisse uma panóplia considerável de dons que nos facilitassem a árdua tarefa da busca daquele que se quer eterno. Como não as há, cabe a cada um esse trabalho e aos dois a construção e manutenção do que já foi conquistado.

terça-feira, julho 17, 2007

Já agora...

Aproveito para explicitar que pouquíssimos são os posts que directamente têm a ver comigo ou com a minha vida pessoal. Um ou outro são fruto de alguma experiência, mas nesses casos faço questão que isso fique bem claro. Todos os outros são reflexões sobre o quotidiano, um ou outro pensamento que paire pela minha cabeça ou apenas aquilo que as fotografias me sugerem. A maioria é resultado daquilo que as imagens me transmitem, no fundo é procurar o casamento perfeito entre a fotografia e o comentário e/0u texto que a possa complementar. Obrigada.

Lábios que prometem


Já pensaste no que eles têm para te oferecer?

segunda-feira, julho 16, 2007

Às vezes apetece dizer


Hey kids leave the teachers alone!

domingo, julho 15, 2007

Desculpas


Queres mesmo saber se já fui à praia?

sábado, julho 14, 2007

Amores que reflectem


Há amores que não vivem exclusivamente dentro de um coração humano, fechado num sistema circulatório entre vasos sanguíneos, artérias, veias e capilares. Ele não bombeia somente para alimentar as células aflitas que precisam do oxigénio para continuar o seu trabalho, que têm à sua responsabilidade o nosso bem estar, o nosso conforto. Ele bombeia para fazer circular em nós o calor da alegria que sente, ele tem o poder de nos fazer transpirar de entusiasmo por aquilo que vive, que experimenta.

Como é bonito e sincero este amor, que no rosto reflecte o que vai na alma e no corpo a harmonia e a leveza que só esta novidade pode trazer. Feliz de quem reflecte o que sente. Feliz de quem se deixa contagiar por quem assim o rodeia, sem inveja, sem maldade... Abraça a satisfação deste melhor amigo e congratula-se por estar também ao seu lado.

sexta-feira, julho 13, 2007

Português como Língua Estrangeira - episódio II



- Como se diz floor em português?
- Andar? 1º andar, 2º andar, é isso?
- Isso mesmo, andar. Mas eu ontem vi outra palavra, não me lembro qual... P... P...
- P...? Não me ocorre nada, não me lembro de nenhum sinónimo.
- Eu subi nas escadas rolantes e li p... mas esqueci-me, queria muito perguntar-te.
- P.... P... Piso? Foi piso que viste?
- Isso mesmo!!! Piço, piço! - a alto e bom som, como a qualquer italiano que se preze, não vá alguém não perceber que acabara de aprender uma palavra nova.
- Angélica, não... Ouve com altenção pizo, pizo. Repete, pizzzzzzo.
- Pizo, oh meu Deus, mas o que disse eu?
- Pois, disseste exactamente aquilo em que estás a pensar. A língua portuguesa pode ser traiçoeira, estamos sempre a aprender, mas não te preocupes ninguém ouviu.
- Ah, estou tão envergonhada... E ainda por cima estamos no corredor e eu falei tão alto.
- Já passou e estou certa que destas palavras nunca mais te esquecerás.

quinta-feira, julho 12, 2007

Mitos desfeitos

Estou a dar aulas de português a estrangeiros que vêm cá fazer cursos de verão. Num acto de comunicação que se quer o mais fluente possível e uma vez que a prática deve ser o mais próxima da realidade possível, eis que sou surpreendida pela aluna que tinha tanta coisa para dizer sobre este assunto, que após algum gaguejar em português e de umas frases portitalianas, abandona a Língua Portuguesa num ápice para se expressar correctamente em inglês.

- Os homens portugueses são muito bonitos.
- Achas mesmo? Olha quem fala... Vocês têm com cada italiano!
- Nada a ver. Os homens portugueses são muito melhores, trocava os italianos pelos portugueses num abrir e fechar de olhos - nesta altura o meu olhar não consegue disfarçar o espanto perante e afirmação a que acabo de assistir.
- Mas por que dizes isso?
- Os homens italianos estão ocos de cabeça, não têm lá nada, é só vaidade e manicures. Os homens portugueses são realmente homens: vestem-se à homens, transpiram masculinidade, transportam uma tranquilidade e simplicidade irresistíveis. Fazem-nos sentir mulheres pela forma como nos olham, nota-se que sabem como agradar a uma mulher.

Fiquei sem argumentos e com uma enorme desilusão - lá se foi o mito do homem italiano.

P.s. - conheço o rapaz da foto e não resisti a postá-la aqui. Encontrei por mera coincidência.

quarta-feira, julho 11, 2007

De provar e chorar por mais

Cedo percebi quão belo é o corpo de uma mulher. Senti-o no dia em que ela se deitou nua e me pediu somente que a contemplasse e ali permaneci como uma criança que não sabe o que há-de fazer. Deixei-me ficar como ela me pediu e nunca mais fui o mesmo.

Um amigo partilhava isto um dia connosco e confesso que me ficou na memória esta passagem, não sei se pelo seu conteúdo, se pela forma como ele o dizia. Certo é que volta e meia dou por mim a recordar um dos desabafos mais sentidos que já ouvi. Naquele momento também percebi que esta descoberta não é para todos, talvez apenas para aqueles que sejam capazes de afastar o olhar do seu umbigo e percebam a quantidade de coisas que há para além de nós próprios e a infinidade de sensações que podem ser despontadas em prol de uniões perfeitas e genuínas. A quem ama tudo será possível e permitido, basta querer. Felizes são aqueles que lá chegam.

terça-feira, julho 10, 2007

Há dias assim


Há dias pelos quais não damos nada. Começam como tantos outros, avançamos neles como é costume, fazemos o habitual como se nada fosse. É com uma enorme alegria que recebemos uma proposta alternativa ao plano inicialmente traçado que é completamente viável e ainda mais apetecível. Quando assim é junta-se o útil ao agradável e o melhor acontece. É importante sabermos viver na rotina, viver com ela, mas igualmente surpreendente deve ser a forma como devemos tentar trocar-lhe as voltas e apimentar a vida. Àquele que tornou isto possível o meu sincero muito obrigado...

segunda-feira, julho 09, 2007

Sim, aceito.

Ontem deram o sim que se quer definitivo. Entre lágrimas de alegria e outras que antecipam a saudade e gotas de suor que corriam pelas faces sorridentes, lá se trocaram juras de amor eterno, salgadas pelas expressões dos corpos que não continham o que sentiam. As alianças reluziam a paixão que ambos ainda sentiam fruto da intensidade do momento e do concretizar de um sonho de infância. Para trás ficava a insegurança dos jovens que não suportam a ideia de nunca encontrarem uma cara metade e de permanecerem na solidão para todo o sempre. O sentimento de pertença aquecia os seus tenros corações que progressivamente descansavam da luta dos últimas meses, do esgotamento dos preparativos, do receio de que alguma coisa pusesse em causa o dia que se quer o mais feliz das suas vidas.

Por todo o lado se espalhavam sorrisos e olhares. Os convidados passeavam-se orgulhosos das suas vestes, encantados com os penteados. Parecem efémeros momentos de fama, comparáveis aos mais nobres eventos de Hollywood, em que as passadeiras vermelhas se preparam para receber as mais ilustres personalidades. Brilhos e brilhantes iluminam os espaços calcados por finos saltos altos que na sua maioria desaparecem mal se tira a fotografia com o feliz casal contemplado a viver um verdadeiro conto de fadas.

Gostei de lá ter estado. Gostei do que vi. Gosto e sempre gostei de acreditar que o amor é possível. Ele será aquilo que vocês quiserem, será o que fizerem por ele. Felicidades aos recém-casados.

sábado, julho 07, 2007

Contributo de uma amiga

Este post é dedicado à minha melhor amiga. Fomos colegas na primária, amigas inseparáveis já na altura. Um dia cerrámos as nossas mãos e jurámos que esta amizade seria para sempre e assim tem sido. Partilhámos intensamente cada etapa das nossas vidas: rimos até mais não podermos com as parvoeiras da adolescência, chorámos sempre a nossa alma o pedia. Certo é que quando nos largávamos nos sentíamos tão mais leves e confortáveis.

Este é dos compromissos de que mais me orgulho de ter abraçado e desejo honrá-lo com toda a dignidade e fidelidade, porque o mereces, porque com relações como estas a vida é mais fácil e mais cor-de-rosa.

sexta-feira, julho 06, 2007

Evaporações

Bem vindos sejam os dias quentes. Já sentia falta do calor que só nos faz pensar em coisas frescas. Lá ia ela hoje de saia vermelha ao sabor do vento, parecia solta, como há muito não se via. O sol tocava-lhe suavemente na pele branca como se de um beijo se tratasse. Um beijo daqueles que acontecem, aquecem e nos confortam. O vento passeava-se leve, ondulava o seu cabelo e acariciava o corpo descoberto. Caminhava de passo apressado e pesado, mas o conjunto que a rodeava dava-lhe o ar simpático de quem flutua, de quem não se deixa agarrar. Tudo passa por ela, tudo lhe toca, mas nada a possui. A poça pela qual tinha passado de manhã cedo, à tardinha não passava de uma mera irregularidade do pavimento. Imagina aquela água deixa-se evaporar pelo abrasador sol de verão que dava o ar da sua graça. Como lentamente se via sem hipótese de resistir a tanto charme. Foi consumida sem perceber como. Abandonou aquela forma líquida, para se dissipar na atmosfera e fazer parte do nosso quotidiano noutro estado. Não se sabe se terá oferecido algum tipo de resistência, é possível que sim, porque uma entrega desmedida daquelas não acontece por acaso. Talvez lhe tenha sido proposta uma vida eterna em forma de gotícola transparente a quem tudo será possível, sem barreiras ou segredos. Quem sabe até um encontro misterioso com aquele que a transformou e que vive no seu imaginário. Ou então deixou-se levar sem questionar, tal não era a confiança que tinha naquele calor que a abraçava e a elevava embalada. Certamente fechou os olhos, apagou da memória os medos e lançou-se nessa aventura. Ia abraçada, ninguém tem medo de se deixar levar por quem abraça calorosamente e firma uma posição inquestionável.

Se também ela tivesse essa proposta de subir até às nuvens e por lá permanecer até ser desejada, provavelmente também aceitaria o desafio. Mas ela deixaria o rasto vermelho da sua saia que se deixa sacudir ao sabor do vento. A paixão que se arrasta e deixa um irresistível aroma a morango, doce, muito doce.

quinta-feira, julho 05, 2007

Com o coração nas mãos

Assim nos vemos tantas vezes: com o coração nas mãos. Este pobre órgão vital para a nossa existência e consequente habitação no planeta terra anda numa roda viva constante de apertos e inseguranças. Aquele que melhor devia ser tratado, com honras de realeza e protocolos cumpridos a rigor é alvo de sufocos e dos piores e mais crueis maus tratos.

Não percebo como é que uma pessoa que diz gostar de outra é capaz de deixar escapar propositadamente e com alguns instintos de maldade uma palavra ou frase indesejada que sabe que não trará indiferença. Aquela palavra dita trará dor, sofrimento e desconforto, mas este amante, envolto no seu orgulho e superioridade, não deixa de a(s) proferir, lúcido da inevitável consequência pouca própria. Que força é esta que nos cega e nos absorve, desviando-nos de tudo o que é razoável e seria desejável?

quarta-feira, julho 04, 2007

Efémero


Quão frágil pode ser uma palavra dita, um gesto ou um olhar derretido. Tudo acaba num abrir e fechar de olhos, quando menos se espera. Depois deste afastamento o vazio, a desilusão, a memória teimosa que não esquece os momentos passados.

Estas coisas do coração têm muito que se lhe diga. Nada é certo ou eterno, ninguém se oferece desmedidamente ou em troca de muito pouco. Neste jogo que se quer gratuito são altos os valores apostados e muitos aqueles que se endividam sem terem como suportar as crises vindouras. A verdade é que as outras opções não nos são mais felizes - uns encurralam-se em carapaças de vidro que estalam com cada pedrinha atirada, outros penicam aqui e acolá, mas mantêm a almofada ao lado vaga e fria.

Na fragilidade dos momentos fica a consciência tranquila de quem tudo dá porque assim deve ser, porque é isso que o seu coração pede. Se sim, se não, só o futuro o dirá...

segunda-feira, julho 02, 2007

Hungry eyes

Mais uma deliciosa cena de ver e chorar por mais. Sou mesmo insuspeita quando me refiro ao Dança Comigo...

domingo, julho 01, 2007

Breath in, breath out


Detesto fazer perguntas e ficar sem respostas.