quarta-feira, maio 23, 2007
terça-feira, maio 22, 2007
Espelho meu, espelho meu

Espelho meu, espelho meu
Espelho meu, espelho meu
há alguém mais vazio do que eu? Eu que sempre que via o que não queria fechava os meus olhos e enterrava-me na minha escuridão. Eu que mal sentia a carência ou a privação, ignorava friamente.
Espelho meu, espelho meu
há alguém mais estranho do que eu? Eu que me acomodei ao que me era confortável, ao invés de conquistar diariamente. Eu que centrei o mundo no meu umbigo e me esqueci de tudo e todos que estavam à minha volta.
Espelho meu que me reflectes. Outrora confidente em tantas habilidades e feitos gloriosos. Sustentaste o meu ego quando me descobria para ti e me passeava. Hoje és o reflexo do falhado em que me tornei. Recordas-me aquilo que me aliciou, trazes-me um passado recente que alterou o futuro longínquo com que sempre desejei.
segunda-feira, maio 21, 2007
domingo, maio 20, 2007
Felicidade: ontem, hoje e amanhã

Feliz de quem
recusou a mentira num momento tentador
acatou com uma consequência de cabeça erguida
teve quem o ajudasse a suportar alguma dor
ou soube dar o verdadeiro valor à vida
Feliz de quem
já experimentou amar e ser amado
perdoou ou permitiu ser perdoado
assumiu um erro cometido
e se deitou tranquilo e descontraído
Feliz de quem
chorou quando tinha de ser
sorriu com vontade
firme na sua fidelidade
deseja, desta forma, permanecer
sábado, maio 19, 2007
Essência feminina
quinta-feira, maio 17, 2007
Diálogos

- Por que me olhas assim?
- É uma imagem bonita, de facto... Sinto-me bem quando me proteges. Mas olha, porque estamos de mãos dadas?
- É que a linha que me criou, criou-te a ti também. Estaremos ligados para todo o sempre.
quarta-feira, maio 16, 2007
terça-feira, maio 15, 2007
Delicioso

É espantosa a vivência da paixão onde tudo sabe a pouco. O todo possível é sempre insuficiente para satisfazer a vontade insaciável dos amantes. Na ausência recordam-se os toques, as meias palavras e as verdades absolutas que permanecem no ouvido e aquecem o coração. O sorriso maroto de quem dá a entender que nada tem, mas que tudo possu, contagia quem com ele se cruza. Uns espreitam de esguelha com nuances invejosas, outros reconhecem-se naquela luz apaixonada e apaixonante porque também eles por lá já passaram. Talvez já não o sintam há muito tempo, pois as circunstâncias assim não o permitem, mas alegram-se com aquela inocente cegueira que passa de mão em mão, mas nunca se deixa agarrar para a eternidade. Nem é suposto que assim seja, ela é de tal forma intensa e esgotante, que certamente poucos ficariam para contar a história.
Degustam-se e apreciam-se os aromas partilhados. Adocicados néctares que a Natureza providenciou e que fazem as maravilhas de quem se ama. Sobrevive-se das promessas dos contos de fadas. Anseia-se pelo amanhã, que nunca mais chega, mas que certamente trará o alimento necessário para mais etapa de espera...
segunda-feira, maio 14, 2007
Segunda-feira
domingo, maio 13, 2007
Aos pés de Maria
Mal se rompe nas ruas de tão carregadas que estão. Curam-se as feridas recentes. Acumulado está o cansaço das noites mal dormidas e dos quilómetros percorridos. Mas tudo isto e muito mais valeria sempre a pena pelas lágrimas hoje derramadas aos pés de Maria. Entoam-se cânticos e hinos de louvor àquela cujo coração tanto sangrou ao ver partir o seu Filho, num dos mais desumanos filmes de terror. Não há Amor como este, daí recorrermos a ti como exemplo máximo de caridade e acolhimento.Nem o mais céptico é capaz de ficar indiferente ao espírito que ali se partilha. Para além do cheiro a vela queimada, respira-se a paz dos peregrinos realizados, sofre-se a mágoa de um problema grave na vida, chora-se de felicidade do objectivo traçado e cumprido. E eis que passas por nós pelos corredores fechados e multiplicam-se os lenços brancos que, numa tristeza imensa, se despedem de ti e já reclamam a saudade do que ali se viveu.
Intercede por nós, Mãe das mães, personificação humana do amor divino.
sábado, maio 12, 2007
Danças

Estava tudo dito mal te vi entrar assim
O segredo escondido estava relevado
Sabias que não resistiria dizer-te sim
Querias-me ao teu lado
A tua silhueta atrevida
Misturada com tão pouca falta de pudor
Fez-me comprar esse bilhete só de ida
Na esperança de me reencontrar com o amor
A promessa sussurada
Deixava-me mais do que louco
Embarquei numa aventura engraçada
Onde experimentei tudo e onde tudo me soube a pouco
sexta-feira, maio 11, 2007
quarta-feira, maio 09, 2007
Amores escorregadios

terça-feira, maio 08, 2007
Rotinas
segunda-feira, maio 07, 2007
domingo, maio 06, 2007
Pertenças
Há tanta alegria no disfrutar de uma caríciaNo cerrar de um olhar que se abre ao infinito
Maravilhado com o que se dá e se aprecia
Embalando-se num surdo desejo de um grito
Há tanta novidade no despertar de uma paixão
Onde os desafios são constantes
A forma doce como aqueles dois humanos se dão
E se preparam para a intensa partilha dos amantes
sexta-feira, maio 04, 2007
quarta-feira, maio 02, 2007
terça-feira, maio 01, 2007
Nível de conforto: 100%

Depois de entregue e de recebido aquele pedacinho de céu só queremos ficar ali a contemplar as maravilhas da paz sentida. São raros estes momentos de tranquilidade: nada nos perturba, sentimos que temos o essencial, estão satisfeitas as necessidades básicas, ou seja, somos seres humanos realizados. É uma pequena paragem que nos carrega as baterias e nos transporta para novos desafios. Por hoje é tudo.
Foste um dia que valeu a pena.
Um pedacinho de céu
Olha o que eu colhi para te dar. É singelo, mas é dado com muito carinho. Se provares sabe a algodão doce, derrete-se com uma enorme facilidade. Foi criado especialmente para ser gentilmente oferecido àqueles que merecem. A sua constituição permanece no segredo dos deuses, por isso é irrepetível.Toma, guarda. É um pedacinho de céu que está reservado só para ti.
segunda-feira, abril 30, 2007
domingo, abril 29, 2007
Perdidos
Tantos beijos que ficaram por dar por faltas de coragem ou vergonhas castradoras.Tantas palavras ficaram por dizer sufocadas em silêncios indesejados.
Tantos abraços perdidos para a eternidade deixando vazios inconsoláveis.
Tantas carícias reprimidas apesar das vontades apaixonadas.
Medos. Receios. Inseguranças. Acanhamentos. Fantasmas que se apoderam e nos impedem de experimentar tantas maravilhas.
sábado, abril 28, 2007
Tatuagens
sexta-feira, abril 27, 2007
Sempre lá
quinta-feira, abril 26, 2007
quarta-feira, abril 25, 2007
Encontros
Assim estava eu sentada, entretida a pensar no ontem, no hoje e no amanhã, quando levanto os meus olhos e me fixo num rosto familiar que passava. Também aqueles olhos se colaram aos meus num ápice. Reconhecemo-nos. Ele passeava apressado, com passos pesados e eu seguia cada milímetro de terreno percorrido. O filme das nossas vidas correu de uma ponta a outra, rebobinando cada face cruzada até então, cada local explorado, numa busca incessante, esgotando a memória.Eis que me ocorreu quem eras e não pude suportar o sorriso que rasguei de imediato. Eras a recordação de um passado realizado. A minha alegria depressa te contagiou e te trouxe à lembrança quem eu era. Correste para mim.
- Olá, estás boa?
- Estou óptima e tu? Nem sei se estás a ver quem sou...
- É claro que sei quem és, mas não me recordo do teu nome.
- Principezinha.
- Claro, Principezinha...
Em breves minutos partilhámos os percursos tomados por cada um. Cinco anos condensados ao essencial.
- Então e continuas a viver o teu sonho? - perguntaste-me.
- Quem me dera... Sabes como é difícil, deixei-o adormecer. Mas dava tudo para voltar a vivê-lo.
Virámos costas. O tempo a isso nos obrigou. Trocámos números e últimos sorrisos.
Vieste acordar um velho sonho anestesiado.
Teve tanto de bom como de doloroso.
terça-feira, abril 24, 2007
segunda-feira, abril 23, 2007
Vazios
domingo, abril 22, 2007
E agora?

Haja cabeça fria.
Haja uma mão amiga que, na hora h, nos indique o caminho da felicidade.
sábado, abril 21, 2007
sexta-feira, abril 20, 2007
quinta-feira, abril 19, 2007
Fitas do passado

Se não é para reter para a posterioridade, também não fica aqui a fazer nada. E assim desaparecem com a brisa do final da tarde. Viajam para terras distantes, para junto de línguas estranhas e enroladas que certamente nunca compreenderão aquelas tamanhas maldades. Bom para eles, melhor para nós que nos purificamos dos maus pensamentos e das noites mal dormidas.
Reservam-se fotos de momentos queridos, dos sorrisos intensos e sinceros, da alegria dos olhares partihados. A não ser que se procurem, ficam onde as deixarmos ficar a ganhar pó e a degradarem-se como os sentimentos já o fizeram.
Engavetaram-se os postais carregados de sonhos e saudades. Cartas datando marcos da nossa história, mas que hoje não passam de aglumerados de letras sem nexo. Estas acho-as as mais difíceis de enfrentar. Lá sobrevivem, sei onde estão, mas não as procuro. Também não sou capaz de as fazer evaporar com um toque de magia e uns pózinhos de prelim pim pim.
Tudo isto e mais alguma coisa vive num sítio muito especial, reservado só para este efeito: o nada.
quarta-feira, abril 18, 2007
terça-feira, abril 17, 2007
No meu jardim secreto

No jardim das cores
há espaço para todas
para que cada uma contribua com a sua alegria
na construção de um monumento à diversidade
Neste jardim das surpresas
associam-se cores a sabores, sentimentos e sensações
baralham-se preferências nas tonalidades
rasgam-se sorrisos pelos amores à primeira vista
No jardim do arco-íris
colhe um pequena flor
leva-a para casa
dá-lhe o destaque que ela merecer
Lembra-te que ela já fez parte de um todo
e que hoje faz parte de ti
domingo, abril 15, 2007
Temporariamente meu
Folhas amarrotadas
Quantas árvores choraram o desperdícioPilhas de baralhados sentimentos e vagas reflexões
Entre tintas coloridas e rabiscos a carvão
Decorados com desenhos primários reveladores de uma infância feliz
Desabafos, preocupações, inquietações
Avalanches de vãs esperanças num qualquer ecoponto
Algumas celadas a cadeado por escorregadias amostras de chaves
Essas ficaram trancadas para a eternidade
Hoje as folhas são telas brancas onde o gasto é a energia
Poupam-se as lágrimas outrora derramadas
Ganha-se em canetas, lápis, borrachas e afias
Contudo nada paga o prazer de uma mão que se arrepende
E corre a rasurar com quanta força tem
Aquela palavra escrita
Que não era propriamente dirigida a ninguém
Tudo isto e mais alguma coisa
No tempo das folhas amarrotadas
E das mãos sarapintadas por canetas que rebentavam
sábado, abril 14, 2007
Entre mares e marés
quinta-feira, abril 12, 2007
Pieces of me

Como se de um sonho se tratasse
Fechar os olhos e pôr de lado a consciência
Para viver o que se calcula e o que já se ouviu dizer
Como se não houvesse amanhã
Agarrar uma pequena ponta de lençol perdido
E deixar-se enrolar só para se poder ser descoberto
Experimentar a euforia duma paixão nunca antes vivida ou já esquecida
Como se não houvesse amanhã
Produzir-se e embebedar-se de doces aromas
Que à certeza trarão quantas maravilhas há para degustar
Entregar-se em perfeitos pedaços humanos
Como se não houvesse amanhã
Sem horas marcadas ou sítios comprometidos
Até que o fôlego atraiçoe e que todos os membros estremeçam
É a terna alegria de quem se preparou para se dar
Como se não houvesse amanhã
quarta-feira, abril 11, 2007
Put*s e vinho verde

É este o panorama que se cruza por mim mal passo os portões da faculdade. Uma desenfreada cópia dos anos 50, grupos de pequenas pin ups artificais, decorativos livros debaixo dos braços ou nas cadeiras das esplanadas. Moços e rebeldes, estes são a geração pós-Bolonha.
Suados anos de faculdade...
segunda-feira, abril 09, 2007
Na cama dos sonhos

Aguardas a sua chegada, esperas irrequieta.
domingo, abril 08, 2007
A verdadeira Páscoa
sexta-feira, abril 06, 2007
Desencontros
Há dias malvados que nos trocam as voltas e nos tiram o chão. Até o mais básico dos encontros se torna impossível quando o impensável acontece.Nos encontros e desencontros da vida o importante é saber lidar com eles e procurar a solução mais razoável, aquela que for mais justa mediante a verdade dos factos.
Às vezes tão perto e tão longe...





























