quinta-feira, julho 12, 2007
Mitos desfeitos
quarta-feira, julho 11, 2007
De provar e chorar por mais
Cedo percebi quão belo é o corpo de uma mulher. Senti-o no dia em que ela se deitou nua e me pediu somente que a contemplasse e ali permaneci como uma criança que não sabe o que há-de fazer. Deixei-me ficar como ela me pediu e nunca mais fui o mesmo.terça-feira, julho 10, 2007
Há dias assim

segunda-feira, julho 09, 2007
Sim, aceito.
Ontem deram o sim que se quer definitivo. Entre lágrimas de alegria e outras que antecipam a saudade e gotas de suor que corriam pelas faces sorridentes, lá se trocaram juras de amor eterno, salgadas pelas expressões dos corpos que não continham o que sentiam. As alianças reluziam a paixão que ambos ainda sentiam fruto da intensidade do momento e do concretizar de um sonho de infância. Para trás ficava a insegurança dos jovens que não suportam a ideia de nunca encontrarem uma cara metade e de permanecerem na solidão para todo o sempre. O sentimento de pertença aquecia os seus tenros corações que progressivamente descansavam da luta dos últimas meses, do esgotamento dos preparativos, do receio de que alguma coisa pusesse em causa o dia que se quer o mais feliz das suas vidas.Por todo o lado se espalhavam sorrisos e olhares. Os convidados passeavam-se orgulhosos das suas vestes, encantados com os penteados. Parecem efémeros momentos de fama, comparáveis aos mais nobres eventos de Hollywood, em que as passadeiras vermelhas se preparam para receber as mais ilustres personalidades. Brilhos e brilhantes iluminam os espaços calcados por finos saltos altos que na sua maioria desaparecem mal se tira a fotografia com o feliz casal contemplado a viver um verdadeiro conto de fadas.
Gostei de lá ter estado. Gostei do que vi. Gosto e sempre gostei de acreditar que o amor é possível. Ele será aquilo que vocês quiserem, será o que fizerem por ele. Felicidades aos recém-casados.
sábado, julho 07, 2007
Contributo de uma amiga
Este é dos compromissos de que mais me orgulho de ter abraçado e desejo honrá-lo com toda a dignidade e fidelidade, porque o mereces, porque com relações como estas a vida é mais fácil e mais cor-de-rosa.
sexta-feira, julho 06, 2007
Evaporações
Bem vindos sejam os dias quentes. Já sentia falta do calor que só nos faz pensar em coisas frescas. Lá ia ela hoje de saia vermelha ao sabor do vento, parecia solta, como há muito não se via. O sol tocava-lhe suavemente na pele branca como se de um beijo se tratasse. Um beijo daqueles que acontecem, aquecem e nos confortam. O vento passeava-se leve, ondulava o seu cabelo e acariciava o corpo descoberto. Caminhava de passo apressado e pesado, mas o conjunto que a rodeava dava-lhe o ar simpático de quem flutua, de quem não se deixa agarrar. Tudo passa por ela, tudo lhe toca, mas nada a possui. A poça pela qual tinha passado de manhã cedo, à tardinha não passava de uma mera irregularidade do pavimento. Imagina aquela água deixa-se evaporar pelo abrasador sol de verão que dava o ar da sua graça. Como lentamente se via sem hipótese de resistir a tanto charme. Foi consumida sem perceber como. Abandonou aquela forma líquida, para se dissipar na atmosfera e fazer parte do nosso quotidiano noutro estado. Não se sabe se terá oferecido algum tipo de resistência, é possível que sim, porque uma entrega desmedida daquelas não acontece por acaso. Talvez lhe tenha sido proposta uma vida eterna em forma de gotícola transparente a quem tudo será possível, sem barreiras ou segredos. Quem sabe até um encontro misterioso com aquele que a transformou e que vive no seu imaginário. Ou então deixou-se levar sem questionar, tal não era a confiança que tinha naquele calor que a abraçava e a elevava embalada. Certamente fechou os olhos, apagou da memória os medos e lançou-se nessa aventura. Ia abraçada, ninguém tem medo de se deixar levar por quem abraça calorosamente e firma uma posição inquestionável.Se também ela tivesse essa proposta de subir até às nuvens e por lá permanecer até ser desejada, provavelmente também aceitaria o desafio. Mas ela deixaria o rasto vermelho da sua saia que se deixa sacudir ao sabor do vento. A paixão que se arrasta e deixa um irresistível aroma a morango, doce, muito doce.
quinta-feira, julho 05, 2007
Com o coração nas mãos
Assim nos vemos tantas vezes: com o coração nas mãos. Este pobre órgão vital para a nossa existência e consequente habitação no planeta terra anda numa roda viva constante de apertos e inseguranças. Aquele que melhor devia ser tratado, com honras de realeza e protocolos cumpridos a rigor é alvo de sufocos e dos piores e mais crueis maus tratos.Não percebo como é que uma pessoa que diz gostar de outra é capaz de deixar escapar propositadamente e com alguns instintos de maldade uma palavra ou frase indesejada que sabe que não trará indiferença. Aquela palavra dita trará dor, sofrimento e desconforto, mas este amante, envolto no seu orgulho e superioridade, não deixa de a(s) proferir, lúcido da inevitável consequência pouca própria. Que força é esta que nos cega e nos absorve, desviando-nos de tudo o que é razoável e seria desejável?
quarta-feira, julho 04, 2007
Efémero

Estas coisas do coração têm muito que se lhe diga. Nada é certo ou eterno, ninguém se oferece desmedidamente ou em troca de muito pouco. Neste jogo que se quer gratuito são altos os valores apostados e muitos aqueles que se endividam sem terem como suportar as crises vindouras. A verdade é que as outras opções não nos são mais felizes - uns encurralam-se em carapaças de vidro que estalam com cada pedrinha atirada, outros penicam aqui e acolá, mas mantêm a almofada ao lado vaga e fria.
Na fragilidade dos momentos fica a consciência tranquila de quem tudo dá porque assim deve ser, porque é isso que o seu coração pede. Se sim, se não, só o futuro o dirá...
terça-feira, julho 03, 2007
segunda-feira, julho 02, 2007
Hungry eyes
domingo, julho 01, 2007
sábado, junho 30, 2007
sexta-feira, junho 29, 2007
De uma amiga
Partilho o texto de uma grande amiga, que num momento de silêncio deixou que o seu coração gritasse o que sentia:Finalmente encontro-me nesta casa onde deixei há muito as recordações da minha infância… Este lar onde cresci, deitada nesta mesma cama de rede olhando para o mar, para o sol nascido… para o sol posto…
E aqui estou eu… repousando, relembrando… sinto algo a percorrer-me o rosto… uma lágrima que arrasta recordações, ternura, saudade… Um sentimento mágico percorre o meu corpo aqui e agora… estas paredes sabem todos os meus segredos, os meus anseios, os meus medos, as minhas alegrias, a minha vida – feliz, talvez.
Aqui regresso esperando dias melhores… ao longe vejo o Mundo em movimento, o tempo que não pára para tanta gente apressada… Não, não é essa a minha vida! Preciso parar com o tempo, viver o que me resta com quem me faz feliz, nesta cama de rede onde vejo o sol a despedir-se de mais um dia agitado… algures, bem longe da minha memória… Aqui fico até encontrar um Mundo que me abrace e que me faça sentir amada como fui, como sou neste aconchego…
Ao abrir os olhos temo o que me espera… acordar de um sonho… um Mundo renascido, novidade talvez…
Obrigada :)
Smarties
quarta-feira, junho 27, 2007
Encantos

terça-feira, junho 26, 2007
segunda-feira, junho 25, 2007
Gulodices
domingo, junho 24, 2007
Momentos Fnac...

sexta-feira, junho 22, 2007
Fica comigo...

Que nada fique por dizer. Que os corações libertos, respirem a alegria de terem partilhado o que de mais bonito fizeram brotar.








