
terça-feira, abril 24, 2007
segunda-feira, abril 23, 2007
Vazios
domingo, abril 22, 2007
E agora?

Haja cabeça fria.
Haja uma mão amiga que, na hora h, nos indique o caminho da felicidade.
sábado, abril 21, 2007
sexta-feira, abril 20, 2007
quinta-feira, abril 19, 2007
Fitas do passado

Se não é para reter para a posterioridade, também não fica aqui a fazer nada. E assim desaparecem com a brisa do final da tarde. Viajam para terras distantes, para junto de línguas estranhas e enroladas que certamente nunca compreenderão aquelas tamanhas maldades. Bom para eles, melhor para nós que nos purificamos dos maus pensamentos e das noites mal dormidas.
Reservam-se fotos de momentos queridos, dos sorrisos intensos e sinceros, da alegria dos olhares partihados. A não ser que se procurem, ficam onde as deixarmos ficar a ganhar pó e a degradarem-se como os sentimentos já o fizeram.
Engavetaram-se os postais carregados de sonhos e saudades. Cartas datando marcos da nossa história, mas que hoje não passam de aglumerados de letras sem nexo. Estas acho-as as mais difíceis de enfrentar. Lá sobrevivem, sei onde estão, mas não as procuro. Também não sou capaz de as fazer evaporar com um toque de magia e uns pózinhos de prelim pim pim.
Tudo isto e mais alguma coisa vive num sítio muito especial, reservado só para este efeito: o nada.
quarta-feira, abril 18, 2007
terça-feira, abril 17, 2007
No meu jardim secreto

No jardim das cores
há espaço para todas
para que cada uma contribua com a sua alegria
na construção de um monumento à diversidade
Neste jardim das surpresas
associam-se cores a sabores, sentimentos e sensações
baralham-se preferências nas tonalidades
rasgam-se sorrisos pelos amores à primeira vista
No jardim do arco-íris
colhe um pequena flor
leva-a para casa
dá-lhe o destaque que ela merecer
Lembra-te que ela já fez parte de um todo
e que hoje faz parte de ti
domingo, abril 15, 2007
Temporariamente meu
Folhas amarrotadas
Quantas árvores choraram o desperdícioPilhas de baralhados sentimentos e vagas reflexões
Entre tintas coloridas e rabiscos a carvão
Decorados com desenhos primários reveladores de uma infância feliz
Desabafos, preocupações, inquietações
Avalanches de vãs esperanças num qualquer ecoponto
Algumas celadas a cadeado por escorregadias amostras de chaves
Essas ficaram trancadas para a eternidade
Hoje as folhas são telas brancas onde o gasto é a energia
Poupam-se as lágrimas outrora derramadas
Ganha-se em canetas, lápis, borrachas e afias
Contudo nada paga o prazer de uma mão que se arrepende
E corre a rasurar com quanta força tem
Aquela palavra escrita
Que não era propriamente dirigida a ninguém
Tudo isto e mais alguma coisa
No tempo das folhas amarrotadas
E das mãos sarapintadas por canetas que rebentavam
sábado, abril 14, 2007
Entre mares e marés
quinta-feira, abril 12, 2007
Pieces of me

Como se de um sonho se tratasse
Fechar os olhos e pôr de lado a consciência
Para viver o que se calcula e o que já se ouviu dizer
Como se não houvesse amanhã
Agarrar uma pequena ponta de lençol perdido
E deixar-se enrolar só para se poder ser descoberto
Experimentar a euforia duma paixão nunca antes vivida ou já esquecida
Como se não houvesse amanhã
Produzir-se e embebedar-se de doces aromas
Que à certeza trarão quantas maravilhas há para degustar
Entregar-se em perfeitos pedaços humanos
Como se não houvesse amanhã
Sem horas marcadas ou sítios comprometidos
Até que o fôlego atraiçoe e que todos os membros estremeçam
É a terna alegria de quem se preparou para se dar
Como se não houvesse amanhã
quarta-feira, abril 11, 2007
Put*s e vinho verde

É este o panorama que se cruza por mim mal passo os portões da faculdade. Uma desenfreada cópia dos anos 50, grupos de pequenas pin ups artificais, decorativos livros debaixo dos braços ou nas cadeiras das esplanadas. Moços e rebeldes, estes são a geração pós-Bolonha.
Suados anos de faculdade...
segunda-feira, abril 09, 2007
Na cama dos sonhos

Aguardas a sua chegada, esperas irrequieta.
domingo, abril 08, 2007
A verdadeira Páscoa
sexta-feira, abril 06, 2007
Desencontros
Há dias malvados que nos trocam as voltas e nos tiram o chão. Até o mais básico dos encontros se torna impossível quando o impensável acontece.Nos encontros e desencontros da vida o importante é saber lidar com eles e procurar a solução mais razoável, aquela que for mais justa mediante a verdade dos factos.
Às vezes tão perto e tão longe...
terça-feira, abril 03, 2007
Retirados do mundo
Partimos amanhã para retiro. Vamos fugir das nossas embrulhadas por dois dias e olhar para dentro de nós próprios. segunda-feira, abril 02, 2007
Alma gémea

domingo, abril 01, 2007
Nas teias da mentira

Estes são os nossos primeiros passos, aqueles que nos são mais queridos iniciam-nos nesta arte abstracta que é a arte do engano. Cedo percebemos que a mentira é uma coisa muito feia, mas à qual temos de recorrer para nos livrarmos daquilo que não interessa e/ou para fugirmos às nossas responsabilidades. Mais velhinhos dizemos ao professor que o cão comeu o trabalho de casa e desta forma vamos aguçando o nosso engenho.
Algumas estatísticas indicam que 60% das pessoas mentem no seu dia-a-dia em assuntos absolutamente banais. A verdade no meio disto tudo é que é a mentira pode ser verdadeiramente cómoda. Dizemos o PC ao invés de nos metermos em alhadas maiores.
- Esse penteado fica-te a matar! Estás linda com essas botas.
E só nos ocorrem coisas do género:
- Mas o que é que te passou pela ideia? Quem mais te anda a enganar para além de mim?
Muitas vezes sabemos que estamos a ser aldrabados, até porque nós próprios somos os primeiros a cair naquela tentação, só que o que nos dizem é tão agradável, que ali permanecemos contentinhos da vida naquela concha aveludada que nos protege de tudo o que nos parece ruim. Não passa de uma capa fina e transparente que desaparece no primeiro rasgo de verdade.
Contudo, há situações onde parece que não há espaço para a verdade, mesmo que a tragamos a todo o custo.
quinta-feira, março 29, 2007
Estavas pronta

quarta-feira, março 28, 2007
Desentendimentos

Malvados intrusos
segunda-feira, março 26, 2007
Que colo é esse?

quinta-feira, março 22, 2007
Vai onde ela te levar
quarta-feira, março 21, 2007
Passarinhos a bailar...

segunda-feira, março 19, 2007
Pai és um pilar na minha vida

domingo, março 18, 2007
Fim do dia
Melhor que muitos finais de tarde de Verão. Uma toalha, dois corpos, uma praia, um sol encolhido na sua timidez. Uma boa conversa, trivial, mas quem é que nos disse que a partilha da rotina é uma coisa desinteressante?Do melhor que já vivi e experimentei. Inspirava tranquilidade, expirava saúde e boa disposição.
sexta-feira, março 16, 2007
quinta-feira, março 15, 2007
Rituais
Não dispenso o meu café depois de almoço. É o único que tomo. Comecei aos dezoito anos esta práctica, mas hoje é claramente muito mais do que isso.terça-feira, março 13, 2007
Desejos

domingo, março 11, 2007
sexta-feira, março 09, 2007
Desculpem qualquer coisinha
quinta-feira, março 08, 2007
Dia da Mulher
Apesar de não ligar a estas datas e de não lhes encontrar grande sentido, não quis deixar de a marcar aqui de qualquer forma. Partilho um dos poemas mais fantásticos que conheço que, na minha opinião, retrata na perfeição o que é capaz de sentir uma mulher. É uma linguagem muito nossa. O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
Chico Buarque
segunda-feira, março 05, 2007
domingo, março 04, 2007
Diários de uma mulher ao volante

Hoje fui abordada por um anjo em forma de homem. Olhei para ele e estranhei estar ali. Era portador de fracas notícias... Eu já calculava que tinha furado o pneu, mas o meu lado optimista não me permitia admitir a realidade. Contra factos não há argumentos, diz o ditado e muito bem. Restava-me começar a elaborar o Plano B. Foi então que este enviado de Deus põe um enorme sorriso no rosto e se voluntaria com uma bondade e uma disponibilidade como eu nunca antes tinha visto na minha vida. Fui incapaz de recusar a oferta.
Ali ficámos à chuva a mudar a roda. O meu anjo da guarda para além de ensopado, estava também todo enlameado. Perdi-me em agradecimentos. Por estranho que pareça estava-me a fazer confusão a gratuidade daquele gesto. A nossa sociedade tem-nos habituado a que tudo tem um preço e eu estava perante o oposto e não sabia o que havia de fazer.
Encharcados. Troquei o último obrigado e vim para casa com um sabor insuficiente na boca. Alguém tinha feito imenso por mim e eu sinto que nada fiz por esse alguém. Faço agora, faço o que posso. Rezo por ele.
sábado, março 03, 2007
Nos pés de uma bailarina

sexta-feira, março 02, 2007
Turtúlias no feminino
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
terça-feira, fevereiro 27, 2007
No palco da vida
A vida é um palco onde cada um é protagonista do seu próprio enredo e todos somos figurantes nas histórias dos que connosco se vão cruzando. Riquíssimo em cenários e efeitos especiais, representamos os episódios mais ilariantes e impensáveis. Rimos e choramos com vontade, representamos na perfeição. É uma espécie de longa metragem. O encenador não é muito exigente, só nos vai pedindo que caminhemos com precaução, usa-se da nossa consciência para nos fazer chegar uma meia dúzia de dicas e palpites sobre a nossa actuação. Outras vezes transmite-o através dos seus queridos figurantes que, de uma forma inteligente, captam a mensagem a fazem-na chegar ao protagonista. É tão intensa a forma como vivemos cada cena que, estou certa, que o público espectador ri e chora connosco, comove-se e arrepende-se das barbaridades que nos saem pela boca fora sem autorização. Ups, por auto recriação o protagonista lança-se numa intervenção que foge (e muito) ao guião que parecia ter-lhe sido atribuído, surpreendendo plateia e argumentista. Este depressa folheia as páginas que se perdem na baralhação das cenas e, claramente, aquela não aparece escrita em lado nenhum. Agora improvisa até eu refazer o texto, diria desconsolado com o rumo que foi dado àquela história. Como numa qualquer tragédia grega o público vai apludindo e sofrendo. História que não toque quem a escuta, não cumpre o seu objectivo. segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Na tua ausência

domingo, fevereiro 25, 2007
No seu melhor
Entrev.: caro jacobino, o que tem a dizer sobre as mais recentes descobertas da ciência?
Jacob.: Uma grande derrota para a Igreja.
Entrev.: E sobre as novas tendências da arte?
Jacob.:Uma grande derrota para a Igreja.
E: E que tal o Gato Fedorento?
Jacob.:Uma grande derrota para a Igreja.
E: Bom. E que tal a lei das finanças locais?
Jacob.:Uma grande derrota para a Igreja.
E: tem horas que me diga?
Jacob.:Uma grande derrota para a Igreja.
E: Gosta mais do Papá ou da Mamã?
Jacob.:Uma grande derrota para a Igreja.
Que diabo! Já viu que o bicho só sabe esta lenga-lenga.
Hugo Chelo in, http://cachimbodemagritte.blogspot.com/2007/02/derrota-da-igreja.html

























