
segunda-feira, abril 02, 2007
Alma gémea

domingo, abril 01, 2007
Nas teias da mentira

Estes são os nossos primeiros passos, aqueles que nos são mais queridos iniciam-nos nesta arte abstracta que é a arte do engano. Cedo percebemos que a mentira é uma coisa muito feia, mas à qual temos de recorrer para nos livrarmos daquilo que não interessa e/ou para fugirmos às nossas responsabilidades. Mais velhinhos dizemos ao professor que o cão comeu o trabalho de casa e desta forma vamos aguçando o nosso engenho.
Algumas estatísticas indicam que 60% das pessoas mentem no seu dia-a-dia em assuntos absolutamente banais. A verdade no meio disto tudo é que é a mentira pode ser verdadeiramente cómoda. Dizemos o PC ao invés de nos metermos em alhadas maiores.
- Esse penteado fica-te a matar! Estás linda com essas botas.
E só nos ocorrem coisas do género:
- Mas o que é que te passou pela ideia? Quem mais te anda a enganar para além de mim?
Muitas vezes sabemos que estamos a ser aldrabados, até porque nós próprios somos os primeiros a cair naquela tentação, só que o que nos dizem é tão agradável, que ali permanecemos contentinhos da vida naquela concha aveludada que nos protege de tudo o que nos parece ruim. Não passa de uma capa fina e transparente que desaparece no primeiro rasgo de verdade.
Contudo, há situações onde parece que não há espaço para a verdade, mesmo que a tragamos a todo o custo.
quinta-feira, março 29, 2007
Estavas pronta

quarta-feira, março 28, 2007
Desentendimentos

Malvados intrusos
segunda-feira, março 26, 2007
Que colo é esse?

quinta-feira, março 22, 2007
Vai onde ela te levar
quarta-feira, março 21, 2007
Passarinhos a bailar...

segunda-feira, março 19, 2007
Pai és um pilar na minha vida

domingo, março 18, 2007
Fim do dia
Melhor que muitos finais de tarde de Verão. Uma toalha, dois corpos, uma praia, um sol encolhido na sua timidez. Uma boa conversa, trivial, mas quem é que nos disse que a partilha da rotina é uma coisa desinteressante?Do melhor que já vivi e experimentei. Inspirava tranquilidade, expirava saúde e boa disposição.
sexta-feira, março 16, 2007
quinta-feira, março 15, 2007
Rituais
Não dispenso o meu café depois de almoço. É o único que tomo. Comecei aos dezoito anos esta práctica, mas hoje é claramente muito mais do que isso.terça-feira, março 13, 2007
Desejos

domingo, março 11, 2007
sexta-feira, março 09, 2007
Desculpem qualquer coisinha
quinta-feira, março 08, 2007
Dia da Mulher
Apesar de não ligar a estas datas e de não lhes encontrar grande sentido, não quis deixar de a marcar aqui de qualquer forma. Partilho um dos poemas mais fantásticos que conheço que, na minha opinião, retrata na perfeição o que é capaz de sentir uma mulher. É uma linguagem muito nossa. O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
E que me deixa louca
A minha pele toda fica arrepiada
E me beija com calma e fundo
Até minh'alma se sentir beijada
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
Que rouba os meus sentidos
Viola os meus ouvidos
Com tantos segredos lindos e indecentes
Depois brinca comigo
Ri do meu umbigo
E me crava os dentes
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
De me deixar maluca
Quando me roça a nuca
E quase me machuca com a barba malfeita
E de pousar as coxas entre as minhas coxas
Quando ele se deita
O meu amor
Tem um jeito manso que é só seu
De me fazer rodeios
De me beijar os seios
Me beijar o ventre
E me deixar em brasa
Desfruta do meu corpo
Como se o meu corpo fosse a sua casa
Eu sou sua menina, viu?
E ele é o meu rapaz
Meu corpo é testemunha
Do bem que ele me faz
Chico Buarque
segunda-feira, março 05, 2007
domingo, março 04, 2007
Diários de uma mulher ao volante

Hoje fui abordada por um anjo em forma de homem. Olhei para ele e estranhei estar ali. Era portador de fracas notícias... Eu já calculava que tinha furado o pneu, mas o meu lado optimista não me permitia admitir a realidade. Contra factos não há argumentos, diz o ditado e muito bem. Restava-me começar a elaborar o Plano B. Foi então que este enviado de Deus põe um enorme sorriso no rosto e se voluntaria com uma bondade e uma disponibilidade como eu nunca antes tinha visto na minha vida. Fui incapaz de recusar a oferta.
Ali ficámos à chuva a mudar a roda. O meu anjo da guarda para além de ensopado, estava também todo enlameado. Perdi-me em agradecimentos. Por estranho que pareça estava-me a fazer confusão a gratuidade daquele gesto. A nossa sociedade tem-nos habituado a que tudo tem um preço e eu estava perante o oposto e não sabia o que havia de fazer.
Encharcados. Troquei o último obrigado e vim para casa com um sabor insuficiente na boca. Alguém tinha feito imenso por mim e eu sinto que nada fiz por esse alguém. Faço agora, faço o que posso. Rezo por ele.
sábado, março 03, 2007
Nos pés de uma bailarina

sexta-feira, março 02, 2007
Turtúlias no feminino
quarta-feira, fevereiro 28, 2007
terça-feira, fevereiro 27, 2007
No palco da vida
A vida é um palco onde cada um é protagonista do seu próprio enredo e todos somos figurantes nas histórias dos que connosco se vão cruzando. Riquíssimo em cenários e efeitos especiais, representamos os episódios mais ilariantes e impensáveis. Rimos e choramos com vontade, representamos na perfeição. É uma espécie de longa metragem. O encenador não é muito exigente, só nos vai pedindo que caminhemos com precaução, usa-se da nossa consciência para nos fazer chegar uma meia dúzia de dicas e palpites sobre a nossa actuação. Outras vezes transmite-o através dos seus queridos figurantes que, de uma forma inteligente, captam a mensagem a fazem-na chegar ao protagonista. É tão intensa a forma como vivemos cada cena que, estou certa, que o público espectador ri e chora connosco, comove-se e arrepende-se das barbaridades que nos saem pela boca fora sem autorização. Ups, por auto recriação o protagonista lança-se numa intervenção que foge (e muito) ao guião que parecia ter-lhe sido atribuído, surpreendendo plateia e argumentista. Este depressa folheia as páginas que se perdem na baralhação das cenas e, claramente, aquela não aparece escrita em lado nenhum. Agora improvisa até eu refazer o texto, diria desconsolado com o rumo que foi dado àquela história. Como numa qualquer tragédia grega o público vai apludindo e sofrendo. História que não toque quem a escuta, não cumpre o seu objectivo. segunda-feira, fevereiro 26, 2007
Na tua ausência

domingo, fevereiro 25, 2007
No seu melhor
Entrev.: caro jacobino, o que tem a dizer sobre as mais recentes descobertas da ciência?
Jacob.: Uma grande derrota para a Igreja.
Entrev.: E sobre as novas tendências da arte?
Jacob.:Uma grande derrota para a Igreja.
E: E que tal o Gato Fedorento?
Jacob.:Uma grande derrota para a Igreja.
E: Bom. E que tal a lei das finanças locais?
Jacob.:Uma grande derrota para a Igreja.
E: tem horas que me diga?
Jacob.:Uma grande derrota para a Igreja.
E: Gosta mais do Papá ou da Mamã?
Jacob.:Uma grande derrota para a Igreja.
Que diabo! Já viu que o bicho só sabe esta lenga-lenga.
Hugo Chelo in, http://cachimbodemagritte.blogspot.com/2007/02/derrota-da-igreja.html
Adoça-me
sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Engana meninos

Cedo fantasiamos com super heróis e histórias de encantar. Fadas, princípes e princesas, todo um imaginário de beleza e perfeição que nos seduz e nos faz sonhar. Desejamos estas personagens fantásticas, fazemos de conta que aquele é o nosso dia-a-dia e nada nos falta.
Talvez porque vivemos isto tão a sério e com tanta dedicação, anos mais tarde, depois da explosão hormanal a que a puberdade nos obriga, homens e mulheres já feitos trememos com estas questões. Muitos desanimados com o triste fado que lhes foi batendo à porta suspiram as certezas de uma perfeição que não existe, contudo uma coisa é certa: uma vez tocados por um rasgo de perfeição não há quem o suporte. Ai pernas para que vos quero!!! Certamente possível de comparar a um qualquer sprint final de uma corrida. Os argumentos vindouros que pretendem justificar este ataque inexplicável são dos melhores que há:
- És bom/a demais para mim
- Eu não mereço tanto.
- Não serei capaz de te fazer feliz.
Se lermos o que para aqui vai nas entrelinhas choraríamos a rir. Mas não estamos aqui para isso. Uma vida inteira à procura de um modelo de perfeição quando, uma vez encontrado, recusamos a vivê-lo. É estranho, mas é verdade. Preferimos viver e sonhar as nossas fantasias ao invés de investirmos e exigirmos o melhor para nós. VIDAS!!!
Quanto tempo o tempo tem

quarta-feira, fevereiro 21, 2007
terça-feira, fevereiro 20, 2007
Na terra dos sonhos

Point of no return
Quando damos por nós já tínhamos ultrapassado o limite. Não temos como voltar atrás. Uma vez decidida, a nossa cabeça leva-nos a caminhar por ali. Seguimos. Para a frente é que é o caminho e depois logo se vê.
Até onde posso ir eu? Vamos até onde queremos ou até onde nos deixam ir. Apalpamos o terreno com uma delicadeza mestra, não queremos deitar por terra os limites que em comum construímos. Imposto está o limite. Imposta poderá estar a tentação de o romper e de experimentar essa ousadia rebelde e impura de bloquearmos a inteligência. Uma vez superado o pudor é espantosa a velocidade que tudo pode atingir. Contudo, a Voz da Verdade continua a sussurrar-nos ao ouvido
agora é tarde...
segunda-feira, fevereiro 19, 2007
O meu problema de expressão
Faço deste pequeno espaço uma sincera homenagem a todas e todos que valem a pena. Pode parecer estranha a minha atitude, mas tenho dado por mim a encontrar sérias dificuldades em perceber tantos e tantos seres humanos como eu. Qual Torre de Babel. Não percebo, não compreendo e custa-me a crer que todos tenhamos razão. Não há dia em que não aplique a expressão "anda tudo parvo", também me procuro incluir neste role de personagens alienadas que não sabe bem o que anda a fazer, nem o porquê. Muitos sabem e continuam a fazer mal e esses ainda me assustam mais, tal não é o disparate daquelas criaturas. Paragem
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
Cromos e cromas
Prof - Vá meu amigo, toca a arrumar esses cromos todos. Se eles não desaparecerem fico com todos para mim que eu também faço colecção.
Pipi das Meias Altas - A professora costuma mentir?
Prof -Claro que não!
Pipi das Meias Altas - E tem para a troca?
quinta-feira, fevereiro 15, 2007
quarta-feira, fevereiro 14, 2007
Professora, não percebo

Quem vê caras...
És um miúdo esperto, muito esperto. Sempre o achei. Há pessoas com as quais desenvolvemos mais empatia, não há nada a fazer: aceitamos e aprendemos a viver com isso, descobrindo a melhor estratégia para evitarmos revelar esta nossa afinidade. Não imaginava a maldade que está por detrás do teu olhar, o filme de terror onde acabaste por ser vítima, o fruto de um pecado. Custa-me a tua história porque já um dia me foi contada na primeira pessoa por quem, sem dó nem piedade, assume a brutalidade de um acto que comete com alegria.- É só eu querer.
(até nunca)
- Sabes porque dizes isso?
- Porquê?
- Porque amas uma só pessoa neste mundo.
- Sim, eu sei. Eu próprio.
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Ligo-te e conto-te o que se passou
Adeus

Já gastámos as palavras pela rua, meu amor,
e o que nos ficou não chega
para afastar o frio de quatro paredes.
Gastámos tudo menos o silêncio.
Gastámos os olhos com o sal das lágrimas,
gastámos as mãos à força de as apertarmos,
gastámos o relógio e as pedras das esquinas
em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada.
Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro;
era como se todas as coisas fossem minhas:
quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes.
E eu acreditava.
Acreditava,
porque ao teu lado
todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos,
era no tempo em que o teu corpo era um aquário,
era no tempo em que os meus olhos
eram realmente peixes verdes.
Hoje são apenas os meus olhos.
É pouco mas é verdade,
uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras.
Quando agora digo: meu amor,
já não se passa absolutamente nada.
E no entanto, antes das palavras gastas,
tenho a certeza
de que todas as coisas estremeciam
só de murmurar o teu nome
no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar.
Dentro de ti
não há nada que me peça água.
O passado é inútil como um trapo.
E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
Amanhã à mesma hora
A minha primeira morada
domingo, fevereiro 11, 2007
Este espaço é vosso
Por todos vocês que nunca chegarão a ver a luz do sol ou a sentir o calor de um abraço. Este espaço é vosso. A todos os que já lá estão, que viram a sua vida reduzida e limitada por um desejo de não se ser desejado. Este espaço é vosso.A todas as mães que choram o remorso de nunca ter conhecido aquele sorriso. Este espaço é vosso. A vocês futuras mães espero que percebam, na hora da verdade, que este espaço pode não ser para vocês…
Estranhamente nas nossas mãos
sexta-feira, dezembro 03, 2004
Confiança
Pode ser desconfortante, mas nunca é demais empreendermos algum do nosso tempo a pensar naquilo que somos...
segunda-feira, novembro 15, 2004
No Silêncio
Obrigada pela companhia que fazes...

























